Enquanto o número de mortes permanece baixo em 2025, os casos suspeitos da doença dispararam cinco vezes no Estado

Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento expressivo nos casos suspeitos de chikungunya, doença transmitida pelo mosquito *Aedes aegypti*. De acordo com dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Estado registrou um aumento de 557% nos casos prováveis entre 1º de janeiro e 1º de fevereiro de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Foram 868 suspeitas até o momento, contra 132 no ano passado.
Embora o número de mortes tenha permanecido baixo, com três óbitos registrados em 2023 e uma em 2024, o crescimento nas suspeitas de adoecimento preocupa as autoridades. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande descartou recentemente uma investigação de morte por chikungunya este ano, mas a ascensão de casos continua a ser um desafio crescente.
Até 8 de fevereiro de 2025, foram registrados 1.153 casos prováveis no Estado, um aumento alarmante de 1.195% em comparação ao mesmo período de 2023 e de 673% em relação a 2024. A cidade de Sonora, com 18 confirmações, lidera a lista de municípios com maior número de casos confirmados, seguida por Pedro Gomes (12), Campo Grande (7), entre outros.
A chikungunya, doença endêmica em Mato Grosso do Sul, é transmitida principalmente pelo mosquito *Aedes aegypti* e, até o momento, não possui vacina disponível. Embora um imunizante esteja em fase de testes, o principal método de controle continua sendo a eliminação de focos do mosquito transmissor.
Autoridades de saúde continuam em alerta, intensificando campanhas de conscientização e combate ao mosquito. Os sintomas da doença incluem febre alta, dores intensas nas articulações e musculares, além de manchas vermelhas no corpo e coceira. Com a chegada do verão, a estação mais propícia para a proliferação do mosquito, a população é orientada a redobrar os cuidados, evitando água parada e focos de infestação.
Fonte: Portal da Cidade Caarapó












