Por: Portal Publicitário Ms / Tiago Pires

Em apenas três meses, a Prefeitura de Caarapó vai desembolsar R$ 180 mil para uma empresa prestar serviços de consultoria em projetos e captação de recursos. O contrato, firmado sem licitação com a empresa Focos Gestão Pública de Resultados Ltda, foi publicado no Diário Oficial da Assomasul desta quarta-feira (16). O valor chama atenção não apenas pelo montante — R$ 60 mil mensais — mas também pela sobreposição de funções com um cargo recém-criado na gestão.
Dias antes, em 10 de abril, a prefeita Maria de Lurdes Portugal (PL) nomeou Rebeca Andreatta Vigne, ex-servidora da prefeitura de Dourados, para o cargo comissionado de Coordenadora Geral de Projetos e Convênios. Lotada na Secretaria de Planejamento, a nova comissionada vai receber R$ 9.523,88 por mês — justamente para atuar na área de projetos e convênios. A coincidência levanta um alerta: por que pagar uma consultoria externa tão cara, se já há alguém nomeado para exercer a função?
Mais do que uma possível redundância, o caso expõe uma gestão que parece ignorar critérios de economicidade e planejamento. O contrato com a Focos ainda pode ser prorrogado por aditivo, ou seja, sem nova concorrência pública.
No mesmo diário oficial, a prefeitura publicou também uma dispensa de licitação para contratar a empresa Lucas Douglas Santos Francisco ME, por R$ 62.250,00, para atuar durante um ano com serviços de práticas expressivas no CAPS. Embora o valor seja menor e a área sensível, a falta de concorrência também se repete.
As decisões recentes da Prefeitura de Caarapó colocam em xeque a transparência e o zelo com os recursos públicos. Com cifras elevadas, ausência de licitação e nomeações estratégicas, os contratos merecem o olhar atento de órgãos fiscalizadores e da sociedade.
Enquanto o município investe pesado em consultorias, a população espera por respostas: quem realmente está ganhando com tudo isso?
