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Enquanto saúde pública enfrenta caos, Governo de MS paga R$ 450 mil por show de Luísa Sonza

Por : Redação Jornal Ms Agora / Tiago Pires

Foto: : Isabella Zeminian / Tracklist

No mesmo fim de semana em que a população enfrentava longas filas e superlotação nas unidades de saúde da capital, o Governo de Mato Grosso do Sul desembolsou R$ 450 mil para o show da cantora Luísa Sonza, realizado no Parque das Nações Indígenas, dentro do projeto “MS ao Vivo”.

A apresentação aconteceu no sábado (4) com entrada gratuita, reunindo milhares de pessoas. Apesar do sucesso de público, o valor pago à artista — divulgado em publicação oficial e confirmado pelo jornal Correio do Estado — reacendeu o debate sobre a prioridade do uso de recursos públicos em tempos de crise.

UTIs em colapso

Segundo dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a taxa de ocupação de leitos de UTI na capital está acima de 95%. Pacientes com quadros graves esperam dias por vagas, enquanto profissionais da saúde denunciam falta de estrutura e sobrecarga nas UPAs e hospitais públicos.

“É revoltante ver esse tipo de gasto enquanto a gente está perdendo pacientes por falta de leito”, afirmou uma enfermeira do Hospital Regional, que preferiu não se identificar. “Nós estamos no limite”.

Orçamento “carimbado”, mas questionado

O governo estadual defende que os recursos para o projeto “MS ao Vivo” vêm de orçamento específico da área da cultura, que não pode ser redirecionado para a saúde. No entanto, especialistas em gestão pública afirmam que é possível fazer suplementações emergenciais por meio de alterações orçamentárias com aprovação da Assembleia Legislativa.

Cultura ou emergência?

A proposta do projeto cultural é democratizar o acesso a grandes shows e movimentar o setor de eventos, duramente atingido durante a pandemia. Mas o momento atual gera questionamentos: até que ponto o entretenimento pode ser prioridade diante de uma crise de saúde que atinge diretamente a população?

“Valorizar a cultura é essencial, mas o cidadão precisa de atendimento médico, de leito, de dignidade. É preciso equilíbrio”, opinou o sociólogo Marcos Gimenes.

Sem resposta oficial

A reportagem do Jornal MS Agora entrou em contato com a Secretaria de Saúde e com a Fundação de Cultura do Estado, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Enquanto isso, moradores continuam divididos: entre a alegria do espetáculo gratuito e a frustração por um sistema de saúde que, mais uma vez, parece ter ficado em segundo plano.

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