Violência sem trégua: feminicídios fazem 10 vítimas em MS neste ano

Dez vidas perdidas: MS sofre com a violência contra a mulher em 2025

Por : Jornal Ms Agora / Tiago Pires

Foto divulgação

Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário alarmante de violência contra a mulher em 2025. Até a primeira quinzena de maio, o estado já contabiliza 10 vítimas de feminicídio, segundo levantamento publicado pelo portal Midiamax. Os dados revelam a urgência na adoção de medidas mais eficazes para combater esse tipo de crime.

As duas mortes mais recentes ocorreram em Cassilândia e Itaquiraí, reforçando a gravidade do problema em diferentes regiões do estado. Em Cassilândia, Thácia Paula foi assassinada no dia 11 de maio e teve o corpo jogado no Rio Aporé. Três dias depois, em Itaquiraí, Simone da Silva foi morta a tiros na frente dos filhos. O autor do crime seria um jovem de 22 anos, filho do amante da vítima.

Outros casos também chocaram o estado nos primeiros meses do ano. Karina Corim, por exemplo, foi morta a tiros pelo ex-namorado em Caarapó, no início de fevereiro. Em Campo Grande, Vanessa Ricarte foi esfaqueada pelo ex-noivo após ter solicitado medida protetiva, sem sucesso.

Confira abaixo a lista das vítimas de feminicídio em MS em 2025:

Nome da Vítima Localidade Data do Crime Detalhes

Karina Corim Caarapó 4 de fevereiro Morta com tiros na cabeça pelo ex-namorado.
Vanessa Ricarte Campo Grande 12 de fevereiro Esfaqueada após registrar boletim de ocorrência e pedir proteção.
Juliana Domingues Dourados 18 de fevereiro Detalhes não informados.
Mirielle dos Santos Água Clara 22 de fevereiro Detalhes não informados.
Emiliana Mendes Juti 24 de fevereiro Detalhes não informados.
Gisele Cristina Oliskowiski Campo Grande 1º de março Detalhes não informados.
Alessandra da Silva Arruda Local não informado 29 de março Detalhes não informados.
Ivone Barbosa Local não informado 17 de abril Detalhes não informados.
Thácia Paula Cassilândia 11 de maio Corpo jogado no Rio Aporé após o assassinato.
Simone da Silva Itaquiraí 14 de maio Baleada na frente dos filhos.

O número de casos evidencia a insuficiência das políticas atuais de proteção à mulher. Especialistas apontam a importância de ampliar o acesso a medidas protetivas, acelerar a resposta das autoridades e fortalecer campanhas educativas de prevenção ao feminicídio.

Além disso, familiares das vítimas têm cobrado justiça e mais apoio psicológico para os filhos e dependentes das mulheres assassinadas. O governo estadual ainda não se pronunciou sobre os números.

Se você está sofrendo violência ou conhece alguém em risco, procure ajuda. Ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em casos de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190.

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