Segundo a coordenadora da unidade, autora gritou com servidores, bateu no balcão e tentou intimidar pacientes e funcionários ao exigir atendimento imediato para o marido, que não estava presente
Por: Jornal Ms Agora Fonte: Leandro Holsbach

Uma mulher de 51 anos foi presa na tarde desta quarta-feira (29) após causar tumulto na Unidade Básica de Saúde (UBS) Bianor Alves da Silva, também conhecida como UBS Seleta, localizada na Avenida José Roberto Teixeira, no bairro Jardim Flórida, em Dourados.
De acordo com o registro feito pela Guarda Municipal, foi acionada por volta das 14h40 para averiguar uma denúncia de desacato no interior da unidade de saúde. Segundo a denúncia, uma mulher estaria alterada, gritando com os funcionários e comprometendo o atendimento dos demais pacientes.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a autora gritando e apontando o dedo para a coordenadora da UBS, uma mulher de 39 anos, que tentava dialogar com ela, sem sucesso. O comportamento agressivo da autora dificultava o funcionamento da unidade, já que o tumulto causava interrupções no atendimento.
A coordenadora relatou que a mulher exigia atendimento imediato para o marido, que estaria doente em casa. No entanto, foi informado a ela que o paciente precisaria comparecer à unidade para passar pela triagem, procedimento padrão do SUS. Ainda assim, a mulher insistia em permanecer no local, batendo no balcão, apontando o dedo para a coordenadora e dizendo que não sairia até ser atendida.
Diante do interesse da servidora em representar formalmente pela perturbação do trabalho, a autora recebeu voz de prisão e foi encaminhada à DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) sem lesões aparentes.
Segundo a Guarda Municipal, ela foi levada no banco de trás da viatura e, em um primeiro momento, não foi necessário o uso de algemas. No entanto, ao chegar à delegacia, voltou a apresentar comportamento agressivo, posicionando-se em frente ao portão de acesso da sala de confecção de documentos e afirmando em voz alta que “ficaria ali encarando” a vítima “pra ver se ela continuaria mentindo”. Diante da situação, os agentes optaram por algemá-la para garantir a segurança dos presentes.
A ocorrência foi registrada como perturbação do trabalho e desacato. A autora teve seus direitos respeitados durante todo o procedimento, segundo relato da equipe que atendeu o caso.
