Mais um animal foi morto nos fundos da rodoviária; cenário de descaso se repete, e autoridades seguem em silêncio
Por: Jornal Ms Agora

Na madrugada deste sábado (28), mais uma capivara foi brutalmente atropelada na Rua Presidente Kennedy, nos fundos da rodoviária de Dourados. A cena se repete como um roteiro trágico já conhecido — e ignorado. O animal, símbolo da cidade e do Mato Grosso do Sul, morreu na hora.
Mesmo com placas de sinalização alertando para a travessia de animais silvestres, o trecho é marcado por imprudência. Motoristas continuam trafegando em alta velocidade, especialmente durante a madrugada, ignorando os alertas e colocando vidas em risco.

O Parque Arnulpho Fioravante, que abriga dezenas de capivaras e outras espécies, está completamente vulnerável. As cercas estão danificadas e permitem a saída livre dos animais para avenidas movimentadas. Resultado: mortes anunciadas.
No dia 7 de dezembro, três capivaras foram atropeladas e mortas na Avenida Marcelino Pires, próximo a uma loja de departamentos. Outras duas foram encontradas vivas no estacionamento, apavoradas. A cena comoveu moradores, mas não gerou nenhuma ação concreta por parte das autoridades.
A presença dos animais nas redondezas do shopping e da rodoviária é frequente. Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra capivaras andando pelos corredores do terminal rodoviário de Dourados, chegando até a formar uma “fila” nos guichês de passagens. A população filma, comenta e compartilha. As autoridades, assistem — caladas.
Nossa equipe entrou em contato com a ONG Anjos de Rua. A presidente, Márcia Ramos, foi direta: “Não é possível que esperem um motociclista morrer para agir. Fechar o parque e reparar urgentemente as telas não é uma opção, é obrigação.”

A pergunta que não cala: quantas capivaras ainda precisarão morrer? Quantas pessoas ainda terão que se acidentar até que alguém tome uma atitude?
Dourados assiste, dia após dia, ao massacre silencioso de animais que fazem parte da identidade da cidade. E, se nada for feito, a próxima vítima pode não andar sobre quatro patas.
Fonte: Leandro Holsbach/ Jornal Alerta Dourados
