Caso do carro estacionado em frente ao hospital tem esclarecimento

Trabalhador conhecido por vender doces em Caarapó, Samuel foi internado às pressas e deixou o carro em frente ao hospital enquanto lutava contra fortes dores. “Ele não fez por mal”, dizem as irmãs.

Por: Tiago Pires / jornal ms Agora

📷 Divulgação

O subtenente Gaeta, do 4º Subgrupamento de Bombeiros Militar do 2º Grupamento de Bombeiros Militar (4ºSGBM/2ºGBM), em Caarapó, fez um apelo nesta sexta-feira (25) para que motoristas respeitem a sinalização de proibido estacionar em frente ao Hospital Beneficente São Mateus. O local é essencial para a movimentação de viaturas de resgate, que chegam com pacientes em situação crítica.

Em uma ocorrência recente, os bombeiros precisaram deixar a viatura no meio da rua porque um veículo obstruía o espaço sinalizado. A Polícia Militar foi chamada e notificou o condutor.

Contudo, o caso repercutiu nas redes sociais e gerou grande comoção popular, após a identidade do motorista vir à tona. O carro era de Samuel, um trabalhador conhecido por vender doces na cidade e que enfrenta sérios problemas de saúde. Ele estava passando muito mal no momento e, segundo familiares, estacionou no primeiro lugar que conseguiu, em desespero, para buscar atendimento médico.

“Pelo amor de Deus, ele não fez por mal”

Em publicações nas redes sociais, as irmãs de cometam em publicações por Samuel pedindo empatia. “Gente, não critica não. O meu irmão estava sentindo muita dor 😔. No momento que ele deixou esse carro aí, ele foi encaminhado para Dourados é após Trasferdido para Campo Grande. Pelo amor de Deus, ele não fez por mal 😢😭”, escreveu Joeli Martins.

Outra familiar, Valéria Martins Valente, reforçou: “Vixi, coitado… Ele tava passando mal, foi pro hospital e acabou sendo internado. Não foi por maldade”.

Samuel já enfrentou uma série de complicações de saúde, inclusive já usou bolsa de colostomia e, recentemente, teve o rosto parcialmente paralisado por conta de uma infecção grave no ouvido. Agora, novamente debilitado, foi transferido para tratamento em Campo Grande.

Prevenção e empatia podem andar juntas

Reforçar um alerta para a segurança de todos. “Sabemos que imprevistos acontecem, mas é importante lembrar que esse espaço livre pode ser a diferença entre a vida e a morte para quem chega em situação crítica. Um minuto pode ser decisivo”

A orientação é que, mesmo em situações urgentes, motoristas procurem parar em locais permitidos sempre que possível, para não comprometer o atendimento de outras pessoas que também podem estar em risco.

Em meio à comoção, fica o pedido por mais consciência coletiva, mas também por empatia e respeito a quem enfrenta batalhas silenciosas pela vida, como é o caso de Samuel.

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