Por: Leandro Holsbach

A Prefeitura de Dourados, em parceria com o Governo Federal, inaugura neste sábado (9), às 14h, a primeira base do Samu Indígena do Brasil. A unidade está instalada em área anexa ao Hospital Indígena Porta da Esperança, na Aldeia Jaguapiru, considerada a maior reserva indígena urbana do país, localizada em Dourados.
O projeto, idealizado pelo Ministério da Saúde por meio das Secretarias de Atenção Especializada à Saúde e de Saúde Indígena, com o apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, tem como objetivo oferecer atendimento de urgência e emergência adaptado às necessidades das comunidades indígenas locais.
A base foi estrategicamente instalada para atender com agilidade as aldeias Jaguapiru e Bororó, garantindo um serviço mais próximo e culturalmente respeitoso. Inicialmente, a estrutura é provisória, mas está prevista a construção de uma base definitiva, maior e mais moderna.
O serviço será integrado à Central de Regulação do Samu convencional, atendendo emergências pelo telefone 192. Segundo o coordenador regional do Samu, médico Otávio Miguel Liston, a equipe contará com 14 profissionais, incluindo motoristas indígenas da própria comunidade, técnicos de enfermagem e enfermeiros. Essa composição visa acelerar o atendimento, já que os motoristas conhecem as rotas e as particularidades das aldeias.
O atendimento seguirá os mesmos protocolos do Samu tradicional, com avaliação médica inicial para definir o melhor encaminhamento do paciente, seja para o Hospital da Missão, UPA ou outras unidades hospitalares da cidade.
Para o prefeito Marçal Filho, a inauguração representa um avanço significativo na saúde indígena. “Dourados está na vanguarda ao oferecer um atendimento mais ágil e sensível às especificidades culturais de nossa população indígena”, afirma. Ele ressalta que a iniciativa trará mais dignidade e humanização ao cuidado prestado às comunidades.
No entanto, um desafio persiste: as condições das estradas de terra que ligam as aldeias ainda podem dificultar o deslocamento rápido das equipes de emergência. Surge, então, a questão sobre a necessidade de adquirir veículos específicos, preparados para transitar por essas vias irregulares, garantindo assim a eficiência e segurança do atendimento nas áreas rurais indígenas.
Fonte: Jornal alerta Dourados
