Com a demora para liberar as macas, equipes do SAMU e dos Bombeiros permanecem ociosas por até 40 minutos.
Por: Redação

A retenção de macas das viaturas do SAMU e do Corpo de Bombeiros no Hospital da Vida, em Dourados, voltou a preocupar. Embora a situação não seja nova, tem se agravado nos últimos meses, comprometendo o atendimento de urgência e emergência em toda a macrorregião sul do Estado.
O problema surge quando a maca que foi utilizada para levantar o paciente ao permanecer dentro da unidade ficar retida, sem imediata devolução ao serviço de resgate. Nesse período de espera, que pode chegar até 40 minutos, a ambulância permanece sem funcionamento, a equipe fica parada, esperando a liberação da maca que é equipamento imprescindível.
Na hipótese do SAMU, a situação até vai pior. Ao ser retida a maca da unidade de suporte avançado “ALFA”, toda a cidade de Dourados que quase 250 mil habitantes permanece por instantes sem atendimento de alta complexidade. Em caso de emergência médica grave, tal atraso pode custar vidas.
Eleva-se, por isso, ao grau de gravidade por causa específica da cidade de Dourados por corresponder 33 municípios da macrorregião em saúde. O que significa que, em adição à demanda local, a cidade recebe, ainda, pacientes de outras cidades, sobrecarregando, portanto, o sistema e constringindo ainda mais recursos ao seu dispor, por exemplo, macas escassas. Para os profissionais da linha de frente, é uma sensação de impotência, eles apenas ficam ali, de braços cruzados, esperando a liberação da maca, sabendo que alguém pode estar precisando da ambulância naquele exato momento.
Uma maca é algo mais que uma unidade de transporte: é a continuação do salvamento. Cada minuto que uma viatura permanece imóvel, aguardando pela maca é um minuto menos para salvar vidas. Da mesma forma, a retenção diminui a eficácia de resposta das unidades de pré-hospitalares, e deixando bairros, zonas rurais e outras cidades sem assistência.
A situação necessita de prioridade das autoridades saúde municipais e estatais. O evento põe em risco não apenas quem chega para atendimento, mas toda a comunidade que precisa dessa assistência para viver caso de trauma, infarto, AVC e outras situações de emergência.
Fonte: Jornal Alerta Dourados
