Por Tiago Pires

Nesta sexta-feira, 8 de agosto de 2025, o Paraguai celebra o Dia Nacional da Chipa, um dos símbolos mais marcantes da sua cultura gastronômica. A data, instituída pela Lei nº 5267/2014, marca o reconhecimento oficial da chipa como patrimônio alimentar do país vizinho.
Mas a paixão por esse pãozinho de polvilho e queijo não se limita às fronteiras paraguaias. No Mato Grosso do Sul, especialmente nas cidades próximas à fronteira, como Ponta Porã e Corumbá, a chipa faz parte do dia a dia. É presença garantida em cafés da manhã, merendas escolares, feiras e bancas de rua.
Feita tradicionalmente com fécula de mandioca, queijo, ovos, leite e gordura, a chipa tem textura firme e sabor marcante. Diferente do pão de queijo mineiro, ela é menos úmida e mantém sua forma característica de argola ou ferradura.
No Paraguai, o Dia da Chipa também é um momento de valorização de pequenos produtores e chiperos, que preparam fornadas fresquinhas desde a madrugada para atender à alta demanda. No MS, panificadoras e vendedores ambulantes aproveitam a data para lançar promoções e relembrar a origem dessa delícia que une culturas.
Mais do que um simples alimento, a chipa é um elo afetivo entre brasileiros e paraguaios, simbolizando a convivência e a troca de sabores na fronteira. Neste 8 de agosto, seja comprada na padaria da esquina ou na estrada rumo ao país vizinho, uma coisa é certa: nada supera o aroma de uma chipa quentinha.











