Adolescente de 14 anos, com necessidades especiais, teria sido vítima de agressões verbais e físicas praticadas por professora
Por: Tiago Pires

A redação foi procurada por Elaine Cristina da Silva Santos, mãe da adolescente Heduarda Sofia da Silva dos Santos Sousa, de 14 anos, que denuncia maus-tratos sofridos pela filha dentro da APAE de Campo Grande. Indignada, ela cobra Justiça e diz que a família está sendo duplamente penalizada.
Segundo Elaine, Heduarda — que possui necessidades especiais e acompanhamento médico — teria sido alvo de agressões verbais e até físicas praticadas por uma professora da Instituição.. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e levou a um pedido de medidas protetivas.
A Justiça deferiu o pedido e determinou que a acusada mantenha distância mínima de 300 metros da vítima, de seus familiares e testemunhas, além de estar proibida de qualquer tipo de contato, seja presencial ou virtual.
No entanto, a mãe denuncia que, apesar da decisão judicial, quem acabou sendo retirada da instituição foi a própria Heduarda, enquanto a professora acusada continuou em sala de aula.
“Minha filha é a vítima, mas foi ela quem teve que sair da escola. Isso é uma injustiça enorme. Quero Justiça para minha filha, porque ela já enfrenta tantas dificuldades de saúde e não pode ser humilhada e maltratada dessa forma”, desabafou Elaine.
O processo segue em andamento na Vara Especializada em Crimes Contra Criança e Adolescente de Campo Grande. A família espera que as medidas garantam a proteção de Heduarda e evitem novas situações de violência dentro e fora da instituição.
