Homicídio no centro de Caarapó foi esclarecido pela Polícia Civil

Crime teria sido motivado por briga envolvendo bebida alcoólica; autor foi preso minutos depois

Por: Tiago Pires

📷 Tiago Pires

A Polícia Civil de Caarapó esclareceu rapidamente o homicídio ocorrido na noite de terça-feira (21), na região central da cidade. O crime aconteceu por volta das 18h30, na Avenida Barão do Rio Branco, esquina com a Rua Arcenio Cardoso, em frente à empresa Urtigão, nas proximidades da conhecida “Praça da Carrocinha”.

A vítima foi identificada como Antônio Vasques, pessoa em situação de rua. O autor do crime é Aparecido Moraes, conhecido pelo apelido “Tapiti”.

Conforme apurado pela polícia, o crime foi motivado por uma discussão banal durante o consumo de bebidas alcoólicas entre o autor, a vítima e outras pessoas. No meio do desentendimento, Aparecido pegou uma faca e atingiu Antônio no peito, que morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

A companheira da vítima, identificada pelas iniciais J.A., relatou que a briga começou por causa de um “corotinho”, de pinga . Antônio teria tentado pegar a bebida de Aparecido, o que gerou a reação violenta.

Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi localizado poucos minutos depois pela Polícia Civil, acompanhado da companheira, G.R., e de outro homem, D.B., no centro da cidade.
Durante o depoimento, Aparecido negou o crime e tentou atribuir a autoria a D.B., mas acabou conduzindo os policiais até um terreno baldio, em frente ao ginásio de esportes, onde foi encontrada uma faca de serra, sem cabo e torta, possivelmente utilizada no homicídio.

A companheira do suspeito confirmou que Aparecido foi o autor da facada, reconhecendo a arma apreendida. Ela contou que, após o golpe, pediu para que o companheiro aguardasse a chegada da polícia, mas ele se recusou e fugiu.

Testemunhas também confirmaram a versão, apontando Aparecido Moraes como o responsável pelo crime. Segundo J.A., no momento da agressão, ela chegou a pensar que o suspeito estivesse abraçando a vítima, mas percebeu que se tratava de uma facada ao ver Antônio cair ao chão, sangrando.

Casos como este têm se tornado cada vez mais comuns na região central de Caarapó, onde andarilhos, indígenas e usuários de drogas e bebidas alcoólicas frequentemente se reúnem. Os conflitos e brigas entre esses grupos vêm preocupando moradores e comerciantes, que relatam sensação de insegurança e pedem ações mais efetivas das autoridades.

Com base nas provas e depoimentos colhidos, o delegado Marcos Ibare determinou a lavratura do boletim de ocorrência e a instauração de inquérito policial para apurar o crime de homicídio.

O corpo de Antônio Vasques foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Dourados para os exames de necropsia e identificação oficial.

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