Reforma tributária redesenha cenário do agronegócio e mobiliza debate técnico em Campo Grande

O debate foi conduzido pelo advogado tributarista Leonardo Loubet no auditório da Acrissul (Foto: Divulgação)

A reforma tributária, tema que vem redefinindo expectativas em todos os setores da economia, pautou o encontro realizado na manhã da última sexta-feira, 5, no auditório da Acrissul, em Campo Grande (MS). Produtores rurais, advogados, contabilistas e associados acompanharam duas horas e meia de análise técnica sobre as mudanças que começam a valer a partir de 2026, em um momento em que o agronegócio busca entender como o novo sistema vai influenciar custos, competitividade e planejamento.

O debate foi conduzido pelo advogado tributarista Leonardo Loubet, mestre pela PUC-SP e doutor pela USP, professor do IBET e autor de obras sobre tributação no agro. Ao longo da apresentação, o público acompanhou explicações detalhadas sobre a estrutura dos novos tributos, formulou perguntas e levantou dúvidas sobre pontos sensíveis do processo de transição.

Com a reforma, entram em cena o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e a Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Os dois tributos terão cobrança nacional e alíquota única para todos os setores da economia, o que inclui o universo agropecuário. A simplicidade prometida pela unificação, no entanto, vem acompanhada de inquietações do setor, que observa com atenção o possível impacto do peso tributário nas atividades rurais.

Entre as principais preocupações está a adaptação das cadeias produtivas ao novo modelo. Produtores e profissionais da área avaliam como a consolidação dos tributos e a redução das diferenças entre setores podem refletir no custo final da produção, especialmente em um segmento fortemente integrado e dependente de logística, insumos e operações interestaduais.

O encontro na Acrissul reforçou a necessidade de esclarecimento técnico e aprofundamento do debate, uma vez que a reforma tributária inaugura uma fase de transição relevante para o agronegócio brasileiro. A expectativa é de que novos diálogos e capacitações ocorram nos próximos meses, à medida que o setor se prepara para a implementação das regras em 2026.

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