Pantanal avança em sustentabilidade e mostra uma pecuária mais jovem, produtiva e tecnificada em MS

Foto: Reprodução internet

Os números mais recentes da bovinocultura pantaneira apontam para um cenário de transformação: mais produtividade no campo, aliada à redução de impactos ambientais. Dados de 2025 do Programa Carne Sustentável/MS do Pantanal indicam que o bioma tem avançado de forma consistente em práticas sustentáveis, especialmente na pecuária de corte, atividade historicamente ligada à economia da região.

A avaliação é do diretor-executivo da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO), Guilherme Oliveira. Segundo ele, os indicadores apresentados pelo programa, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), revelam uma mudança estrutural no perfil do rebanho pantaneiro, resultado direto de manejo mais eficiente, tecnologia e preocupação ambiental.

Um dos principais parâmetros de sustentabilidade observados é a precocidade dos animais abatidos. Em 2025, os machos inteiros com idade entre zero e quatro dentes registraram crescimento de 16,20%, passando a representar mais de 76% dessa categoria. Em contrapartida, houve uma redução significativa no abate de animais mais velhos, o que evidencia um rebanho mais jovem, eficiente e alinhado às boas práticas produtivas.

Esse avanço reflete ganhos importantes para o Pantanal: maior produtividade por animal, menor tempo de permanência no campo e, consequentemente, redução da pressão sobre os recursos naturais. A modernização da pecuária, aliada ao respeito às características do bioma, fortalece o modelo de produção sustentável e reforça o papel de Mato Grosso do Sul como referência nacional na conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

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