
O município de Caarapó alcançou um importante avanço na avaliação fiscal realizada pelo Tesouro Nacional ao conquistar a nota máxima “A” na CAPAG (Capacidade de Pagamento), revertendo um cenário anterior considerado preocupante para a saúde financeira da administração municipal.
O resultado representa uma mudança significativa em relação ao exercício anterior, quando o município aparecia com classificação “C”, situação que acendia alerta sobre a capacidade financeira da prefeitura e gerava reflexos negativos para a gestão pública.
A CAPAG é um sistema utilizado pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de estados e municípios brasileiros. A classificação funciona como uma espécie de “nota de confiança” da saúde financeira do ente público, analisando critérios como endividamento, capacidade de poupança e disponibilidade de caixa.
Na prática, quanto melhor a nota, maiores são as possibilidades de o município obter financiamentos, firmar operações de crédito e atrair investimentos com respaldo da União. As notas variam entre A, B, C e D.
Cenário anterior preocupava
No levantamento referente a 2024, Caarapó possuía nota geral “C”, reflexo principalmente da baixa liquidez financeira do município.
Embora o indicador de endividamento já apresentasse desempenho positivo, a prefeitura enfrentava dificuldades relacionadas ao caixa, registrando índice negativo de liquidez relativa em -8,38%. O resultado indicava insuficiência de recursos disponíveis para cobertura das obrigações financeiras, fator considerado crítico pelo Tesouro Nacional.
Na prática, a situação limitava a capacidade do município para contrair financiamentos e ampliava a preocupação quanto ao equilíbrio fiscal das contas públicas.
Outro ponto que influenciava negativamente era a classificação intermediária na poupança corrente, indicador que mede a relação entre despesas e receitas da administração.
Gestão promoveu ajustes e reverteu quadro
Já no exercício de 2025, o cenário mudou completamente. O município saltou da nota “C” para a classificação máxima “A”, resultado atribuído às medidas de ajuste e controle fiscal adotadas pela atual administração municipal.
Os dados mostram melhora em todos os principais indicadores analisados pelo Tesouro Nacional.
O índice de endividamento permaneceu em nível considerado excelente, mantendo nota “A”. A poupança corrente evoluiu de “B” para “A”, demonstrando maior equilíbrio entre arrecadação e despesas públicas.
Mas a principal transformação ocorreu no indicador de liquidez relativa. O município saiu de um índice negativo de -8,38% para resultado positivo de 2,26%, revertendo o problema de insuficiência de caixa que anteriormente comprometia a avaliação fiscal.
O avanço demonstra melhora na organização financeira da prefeitura, controle de gastos, responsabilidade fiscal e fortalecimento da capacidade de honrar compromissos financeiros.
Reflexos positivos para o município
Com a conquista da nota máxima, Caarapó passa a ter posição mais favorável perante o Governo Federal e instituições financeiras.
Entre os principais benefícios da CAPAG “A” estão:
maior credibilidade fiscal;
ampliação da capacidade de investimentos;
melhores condições para obtenção de financiamentos;
possibilidade de contratação de operações de crédito com garantia da União;
fortalecimento da confiança institucional na gestão financeira do município.
Especialistas da área fiscal apontam que alcançar a nota máxima exige rigor no controle das contas públicas, planejamento financeiro e equilíbrio entre receitas e despesas, fatores que passaram a ser refletidos nos indicadores atuais da administração municipal.
A conquista de Caarapó levou o governador Eduardo Riedel a cumprimentar a prefeita Lurdes Portugal por ocasião do lançamento oficial da Expoagro de Dourados, na semana passada, afirmando que projetos estruturantes implantados nas cidades de Mato Grosso do Sul contribuem para mudar a vida das pessoas.
A evolução da CAPAG coloca Caarapó em um novo patamar de responsabilidade fiscal, consolidando um cenário mais positivo para investimentos, desenvolvimento e execução de políticas públicas nos próximos anos.












