
Era mais um dia normal na Granja São Sebastião, em Itaporã, no Sul de Mato Grosso do Sul, SQN! O que parecia rotineiro, acabou se transformando em uma situação incomum até para profissionais experientes da suinocultura. Uma única matriz deu à luz 33 leitões em um mesmo parto, mobilizando a equipe da propriedade em um trabalho integrado para garantir a sobrevivência dos animais.
Segundo publicação no Canal Rural, foram 116 dias de gestação até o nascimento dos leitões. Ao fim do parto, que durou cerca de 5 horas, nasceram 29 filhotes vivos e quatro natimortos. O número impressiona porque a média registrada nas granjas costuma girar em torno de 16 leitões vivos por gestação.
O proprietário da granja, Rafael Vieceli, em entrevista ao portal, conta que a equipe percebeu rapidamente que o parto seria diferente do habitual. Conforme os leitões continuavam nascendo, o clima passou a ser de surpresa e atenção redobrada.
“Quando passou dos 24 leitões, todo mundo começou a acompanhar a contagem. Foi um parto que exigiu muito cuidado da equipe’, relatou em entrevista.
Segundo ele, apesar de a granja já ter registrado partos numerosos anteriormente, nunca havia ocorrido um caso semelhante, principalmente envolvendo uma leitoa de primeiro parto.
Mãe de Leite – A Granja São Sebastião trabalha com cerca de 3,7 mil matrizes e precisou adaptar rapidamente o manejo para atender à quantidade incomum de leitões. Como uma porca normalmente possui entre 12 e 18 mamas, parte dos filhotes foi transferida para outra matriz, procedimento conhecido como “mãe de leite’.
Em entrevista ao Canal Rural, a extensionista rural Gabriela Rosa explica que o nascimento acima da média é resultado de um conjunto de fatores ligados à evolução da atividade.
“Genética, nutrição adequada e manejo bem executado fazem diferença. Hoje existem fêmeas hiperprolíferas, mas é preciso oferecer condições para que elas consigam expressar esse potencial’, afirmou.
Manejo – Logo após o nascimento, os leitões foram numerados individualmente, prática já utilizada na rotina da granja para organizar o manejo. A identificação ajuda a equipe a controlar quais animais nasceram primeiro e garantir que todos recebam colostro nas primeiras horas de vida.
Para manter os leitões aquecidos, foram utilizados sistemas extras de aquecimento, enquanto os animais eram revezados entre a mamada e o escamoteador aquecido.
“O principal nesse momento é garantir aquecimento e ingestão de colostro. Em leitegadas muito grandes, o manejo precisa ser ainda mais cuidadoso’, explicou Gabriela.
Após as primeiras horas de alimentação, alguns leitões puderam ser encaminhados para outra matriz, permitindo melhores condições de amamentação.
Fato raro – Embora o caso tenha repercutido pelo número de filhotes, Gabriela afirma que o aumento da produtividade vem acompanhando a evolução genética e estrutural das granjas brasileiras.
“No começo dos anos 2000, partos com mais de 20 leitões eram raros. Hoje já são situações mais frequentes, porque houve avanço em ambiência, instalações, nutrição e bem-estar animal’, disse.
Ela ressalta, no entanto, que o caso registrado em Itaporã continua sendo considerado fora do comum. Apesar disso, não chega a ser recorde nacional. Segundo a extensionista, já houve registros de matrizes com até 45 leitões.
Informações: Campo Grande News











