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Diploma universitário cresce 87% em MS e mulheres ampliam liderança na formação superior

Foto: Divulgação

Quando um estado avança na educação, outros setores importantes acompanham os impactos positivos disso, Neste contexto, Mato Grosso do Sul vive uma transformação silenciosa, mas significativa, em seu perfil educacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (19), mostram avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses.

O levantamento aponta que o número de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior saltou de 227 mil, em 2016, para 426 mil, em 2025.

O crescimento de 87,7% em menos de uma década revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre a população.

O crescimento de 87,7% revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre os sul-mato-grossenses.

O avanço acompanha uma tendência nacional de ampliação do acesso às universidades, mas em Mato Grosso do Sul ocorreu em ritmo superior ao registrado no país. Em 2016, apenas 14,5% da população adulta possuía diploma universitário.

Em 2025, o percentual alcançou 23,1%, ficando acima da média nacional, de 21,4%. O crescimento reflete mudanças importantes no perfil da mão de obra estadual e amplia as perspectivas de inserção profissional em áreas que exigem maior qualificação.

Ensino superior completo em 2025

As mulheres seguem liderando a formação universitária em Mato Grosso do Sul. Em 2025, elas representavam 256 mil dos 426 mil moradores com diploma de ensino superior, o equivalente a cerca de 60% dos graduados do Estado.

  • Mulheres: 27%
  • Homens: 19%

A diferença em relação aos homens reforça uma tendência observada nos últimos anos de maior presença feminina nas universidades e na conclusão dos cursos superiores.

O protagonismo feminino tem contribuído diretamente para a elevação dos indicadores educacionais do Estado. Especialistas apontam que a maior permanência das mulheres nos estudos e a busca crescente por qualificação profissional ajudam a explicar a diferença observada entre os sexos.

Apesar de apresentarem maior nível de escolaridade, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens em Mato Grosso do Sul. Dados da PNAD Contínua mostram que, em 2025, o rendimento médio feminino foi de R$ 3.210, enquanto os homens receberam, em média, R$ 4.127 por mês.

A diferença supera R$ 900 mensais e evidencia que o avanço educacional das mulheres não tem sido acompanhado pela mesma evolução na remuneração.

Mesmo representando a maioria entre os graduados e registrando maior participação no ensino superior, elas continuam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho.

Desigualdade racial ainda marca acesso à educação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, revelam avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses, mas mostram que as desigualdades raciais ainda permanecem presentes no acesso ao ensino superior.

Em 2025, 23,1% da população branca de Mato Grosso do Sul com 25 anos ou mais possuía diploma universitário, enquanto entre pretos e pardos o percentual era de 17,2%.

Embora a diferença tenha diminuído ao longo dos últimos anos, a conclusão da graduação continua sendo mais frequente entre os brancos.

Por outro lado, a população preta e parda foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no período analisado. Em nove anos, o percentual de graduados praticamente dobrou, passando de 9,8% em 2016 para 17,2% em 2025.

O resultado demonstra uma ampliação do acesso às universidades, mas também evidencia que a igualdade de oportunidades no ensino superior ainda não foi plenamente alcançada no Estado.

Ensino superior completo em 2025

  • Brancos: 23,1%
  • Pretos e pardos: 17,2%

Ensino superior completo em 2016

  • Brancos: 20%
  • Pretos e pardos: 9,8%

Baixa escolaridade

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2025

  • Brancos: 27,7%
  • Pretos e pardos: 35,7%

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2016

  • Brancos: 37,9%
  • Pretos e pardos: 49,2%

Outro dado relevante da Pnad Contínua é a redução da população com baixa escolaridade. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 44,1% em 2016 para 32,2% em 2025.

A melhora foi registrada em todos os grupos raciais. Entre pretos e pardos, a taxa recuou mais de 13 pontos percentuais no período, enquanto entre os brancos a queda foi de pouco mais de 10 pontos.

Apesar da evolução, mais de um terço da população preta e parda adulta ainda permanece nos níveis mais baixos de escolaridade, evidenciando desafios históricos relacionados ao acesso e à permanência na educação.

Ensino médio completo

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2025

  • Brancos: 31%
  • Pretos e pardos: 32,6%

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2016

  • Brancos: 28,9%
  • Pretos e pardos: 26,6%

A pesquisa também identificou crescimento da parcela da população que concluiu o ensino médio ou ingressou no ensino superior sem finalizar a graduação.

Em Mato Grosso do Sul, esse grupo passou de 27,7% para 31,9% entre 2016 e 2025, indicando que um número maior de pessoas está avançando na trajetória educacional.

Os números sugerem que mais sul-mato-grossenses estão chegando às portas da universidade, embora parte deles ainda encontre dificuldades para concluir os cursos.

Fatores como renda, necessidade de conciliar estudo e trabalho, distância dos centros universitários e evasão acadêmica continuam entre os principais obstáculos apontados por especialistas.

Os dados da Pnad Contínua mostram que Mato Grosso do Sul alcançou um patamar inédito de formação universitária, impulsionado principalmente pelas mulheres e pelo avanço educacional da população preta e parda.

Ao mesmo tempo, revelam que o desafio não está apenas em ampliar o acesso às universidades, mas em garantir condições para que mais estudantes concluam a graduação e para que as diferenças raciais observadas nos indicadores educacionais continuem diminuindo nos próximos anos.

Informações: Correio do Estado

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