
Dois brasileiros e um paraguaio foram presos nesta quinta-feira (6) durante uma operação da Polícia Nacional do Paraguai que descobriu um laboratório clandestino de fabricação de emagrecedores falsificados em uma residência de alto padrão em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
Esta é a segunda ação das autoridades paraguaias, somente nesta semana, contra o esquema de falsificação e comercialização ilegal das chamadas “canetas emagrecedoras”, que também abastecem o comércio clandestino em Mato Grosso do Sul.
Na quarta-feira (5), 11 farmácias de Pedro Juan Caballero foram interditadas pela Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária), órgão equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. Na mesma operação, uma carga de medicamentos emagrecedores avaliada em R$ 40 mil foi apreendida.
Nesta quinta-feira, equipes da Direção de Polícia de Prevenção e Segurança de Amambay e do Departamento contra Crimes Econômicos e Financeiros chegaram ao laboratório, localizado na Avenida Mariscal López, no bairro de mesmo nome.
No imóvel, foram presos os brasileiros Marco Antonio Teixeira Furtado, de 37 anos, e João Paulo Moura Neves, de 33. Ambos também possuíam documentos de identidade paraguaios. O terceiro preso é o paraguaio Juan Martínez Ovando, de 32 anos.
Durante as buscas, policiais e integrantes do Ministério Público do Paraguai apreenderam medicamentos, insumos, frascos e outros materiais utilizados na fabricação irregular de produtos farmacêuticos. Entre os produtos encontrados estavam substâncias comercializadas como “Tirzepatida”, “T.G.” e “Retatrutida”.
Segundo as autoridades paraguaias, a comercialização desses produtos é proibida no país, uma vez que a Retatrutida ainda está em fase de testes nos Estados Unidos.
A operação foi coordenada pelo subcomissário Marcelo Ojeda e pela promotora de Justiça Katia Uemura, com mandado expedido pelo Juizado de Garantias de Pedro Juan Caballero.
O procedimento segue em andamento e as autoridades devem investigar a origem dos insumos, a produção dos medicamentos e a possível rede de distribuição dos produtos falsificados.











