
A pequena Ayla Emanuelly Pereira de Souza, que desapareceu na última quinta-feira (6), em Campo Grande, antes de completar um mês de vida, foi localizada e resgatada nas primeiras horas deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
A bebê foi encontrada em uma residência situada no cruzamento das ruas Alejo García e Coronel Martínez, no bairro Virgen de Caacupé. No imóvel estavam os brasileiros Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, que foram localizados pelas autoridades paraguaias.
Pedro Juan Caballero faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, por meio de uma divisa seca, o que facilita a circulação entre os dois países.
Após ser resgatada, Ayla foi encaminhada ao setor de emergência do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde passou por exames médicos e permanece sob observação.
Segundo informações divulgadas pela imprensa paraguaia, a custódia da criança está, neste momento, sob responsabilidade das autoridades do país vizinho e do Ministério da Defesa Pública do Paraguai.

Alerta mobilizou autoridades
O desaparecimento de Ayla ganhou repercussão nacional e chegou a ser incluído no Amber Alert Brasil, sistema adotado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para auxiliar na localização de crianças e adolescentes desaparecidos.
O mecanismo permite o envio de alertas para plataformas da Meta, com divulgação da ocorrência em um raio de até 160 quilômetros a partir do local onde o desaparecimento foi registrado.
Relembre o caso
A história começou a ser investigada a partir do relato de um suposto cárcere envolvendo duas adolescentes, de 17 e 13 anos, que teriam sido atraídas para uma residência em Campo Grande.
Segundo relato da madrinha de Ayla ao Correio do Estado, a adolescente de 17 anos teria conhecido uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Inicialmente, a mulher teria oferecido roupas para a bebê e, posteriormente, proposto um ensaio fotográfico.
Como o ensaio não teria sido realizado, a suspeita teria feito uma nova proposta à adolescente: cuidar de um bebê de seis meses pelo pagamento de R$ 100. A jovem teria recebido autorização para levar a própria filha, Ayla, e foi ao endereço acompanhada da irmã, de 13 anos, que a ajudaria durante o trabalho.
Ainda conforme o relato da madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes teriam sido rendidas, amarradas e mantidas em cômodos separados. Uma delas teria sido trancada no banheiro, enquanto a outra permaneceu em um quarto com Ayla.
As adolescentes teriam permanecido no local até aproximadamente 1h, quando foram libertadas em um terreno baldio nas proximidades da Avenida Guaicurus.
A partir da denúncia, as forças de segurança iniciaram as buscas pela bebê e passaram a investigar o paradeiro das pessoas envolvidas. A localização de Ayla no Paraguai encerra, por enquanto, a etapa mais urgente da operação, com a criança agora sob cuidados médicos e proteção das autoridades paraguaias.











