Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors
Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

AGU pede ao STF que declare inconstitucionais regras que legalizaram as bets

Órgão aponta impactos sobre saúde, endividamento e proteção de menores; manifestação foi apresentada em processo relatado por Luiz Fux

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta sexta-feira (2) que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça a inconstitucionalidade de dispositivos das leis que permitiram e regulamentaram as apostas de quota fixa no Brasil, conhecidas como bets. A manifestação envolve as leis 13.756/2018 e 14.790/2023.

O posicionamento foi apresentado no âmbito de uma das ações que discutem no Supremo o marco legal das apostas. O ministro Luiz Fux é relator dos processos relacionados ao tema. A discussão sobre a constitucionalidade da Lei das Bets já havia levado o STF a realizar audiência pública para avaliar consequências econômicas, sociais e de saúde associadas às apostas. 

A Lei 13.756/2018 abriu espaço para as apostas esportivas de quota fixa, enquanto a Lei 14.790/2023 ampliou e regulamentou o mercado, incluindo jogos on-line. 

AGU aponta falhas na proteção dos apostadores

Na manifestação, a AGU sustenta que o modelo estabelecido pelas duas leis não ofereceu proteção suficiente diante dos efeitos associados à expansão das apostas.

Entre os problemas citados pelo órgão estão endividamento das famílias, exposição de crianças e adolescentes, consequências para a economia formal e impactos sobre a saúde pública. A manifestação também menciona aumento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a transtornos provocados pelo vício em jogos. 

“As razões acima expostas evidenciam que o regime normativo das Leis nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023 era extensamente falho”, afirmou a AGU na manifestação, ao sustentar que o modelo não ofereceu proteção adequada a direitos como saúde pública, dignidade humana e mínimo existencial. 

O posicionamento da AGU não significa que as leis tenham sido declaradas inconstitucionais. A decisão cabe ao STF, que ainda deverá analisar as ações relacionadas ao marco regulatório.

Governo já proibiu exploração das bets

A manifestação ocorre poucos dias depois de o governo federal editar a Medida Provisória 1.394/2026, de 25 de setembro, que proibiu em todo o país a exploração, oferta e publicidade das apostas de quota fixa. A norma também revoga dispositivos das duas leis que estruturavam esse mercado. 

Pelas regras da medida provisória, as empresas têm até 5 de outubro para devolver aos apostadores os valores mantidos nas plataformas. A partir de 6 de outubro, está previsto o bloqueio dos sites e aplicativos de apostas. 

Balanço apresentado pelo governo nesta sexta-feira aponta que os recursos mantidos por usuários nas plataformas caíram de aproximadamente R$ 2,1 bilhões para R$ 1,453 bilhão desde 26 de setembro, uma redução de cerca de R$ 652,6 milhões. 

Setor tenta derrubar proibição no STF

Enquanto a AGU questiona a constitucionalidade do modelo que legalizou as apostas, entidades do setor buscam no Supremo a suspensão da medida provisória que determinou o encerramento das atividades.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o STF contra a proibição. Nesta sexta-feira, Fux concedeu 72 horas para que a AGU se manifeste sobre os pedidos apresentados pelas entidades. 

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também pediu a suspensão dos efeitos da medida provisória, argumentando que emissoras foram diretamente afetadas pela proibição imediata da publicidade das bets. 

Assim, duas discussões relacionadas avançam simultaneamente no Supremo: de um lado, o questionamento sobre a constitucionalidade das leis que estruturaram o mercado de bets; de outro, os pedidos para suspender a medida provisória que determinou o encerramento das apostas de quota fixa no país. A palavra final sobre as ações caberá ao STF.

Notícia anterior
Próxima notícia

Leia mais

Veja outras notícias que podem te interessar!

Ônibus serão gratuitos neste domingo de eleição na capital

Ônibus serão gratuitos neste domingo de eleição na capital

Foto divulgação O transporte coletivo de Campo Grande será gratuito neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026.

Caarapó realiza 2º Dia D da vacinação antirrábica neste sábado

Caarapó realiza 2º Dia D da vacinação antirrábica neste sábado

Imagem ilustrativa A Prefeitura de Caarapó, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza neste sábado (3) a segunda

Ministro do TSE indefere candidatura de Jamilson Name a dois dias da eleição

Ministro do TSE indefere candidatura de Jamilson Name a dois dias da eleição

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (2) pelo indeferimento do registro da candidatura

INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica

INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica

Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via

Em 5 anos MS saltou de 8 para 36 cidades com esgoto e água tratados

Em 5 anos MS saltou de 8 para 36 cidades com esgoto e água tratados

Universalização deve ser alcançada em 2028, mas governador espera que possa ocorrer até antes (Divulgação Sanesul) Mato Grosso do Sul

Máxima de Campo Grande passa por 4º pente-fino em menos de um mês

Máxima de Campo Grande passa por 4º pente-fino em menos de um mês

Nem mesmo a chuva interrompeu a fiscalização no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, nesta

Viu isso?

Veja as notícias que estão em alta.

Fique por dentro de tudo!

Inscreva-se em nossa newsletter.

Site desenvolvido por Bruno Wagner

Copyright © 2026 – Todos os direitos reservados