
A produção industrial brasileira registrou queda de 0,8% em setembro de 2026, na comparação com agosto, ampliando o período de dificuldades enfrentado pelo setor. Os dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um cenário diferente do observado no último levantamento disponível para Mato Grosso do Sul, onde a atividade industrial acumulou crescimento de 7,1% entre janeiro e agosto.
No cenário nacional, a indústria acumula retração de 4,1% desde maio, resultado de uma sequência predominantemente negativa. Em relação a setembro de 2025, a produção brasileira diminuiu 2,5%, indicando perda de ritmo também na comparação anual.
A desaceleração atingiu a maior parte das atividades pesquisadas. Dos 25 segmentos industriais acompanhados pelo IBGE, 17 apresentaram redução na produção em relação ao mês anterior.
Entre os principais responsáveis pelo resultado negativo estão a fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 4,2%, e a indústria de produtos alimentícios, com queda de 1,7%. Os dois setores têm participação relevante na atividade industrial brasileira e também na economia sul-mato-grossense.
Mato Grosso do Sul apresenta cenário diferente
Enquanto a indústria nacional perdeu força, os indicadores mais recentes de Mato Grosso do Sul apontaram expansão da produção. Conforme levantamento divulgado pelo IBGE em 8 de outubro, o Estado registrou crescimento acumulado de 7,1% nos primeiros oito meses de 2026, alcançando o terceiro melhor desempenho entre os estados pesquisados.
No mesmo intervalo, a indústria brasileira havia avançado apenas 0,8%, diferença que evidencia o ritmo mais elevado da atividade industrial sul-mato-grossense naquele período.
O crescimento estadual foi sustentado principalmente pela fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, com alta de 17,2%, e pela produção de alimentos, que aumentou 11,7%.
Outras atividades tiveram resultados menos favoráveis. As indústrias extrativas acumularam retração de 7,3%, enquanto o segmento de celulose, papel e produtos derivados permaneceu estável.
Produção estadual também avançou na comparação anual
Os dados referentes a agosto reforçam a diferença entre o desempenho estadual e o nacional naquele mês.
Na comparação com agosto de 2025, a produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 3,8%, enquanto a indústria brasileira apresentou queda de 1,2%.
O principal destaque estadual foi a atividade de extração mineral, com expansão de 15,7%. A fabricação de alimentos também contribuiu para o resultado, registrando crescimento de 6,4% na mesma base de comparação.
Apesar dos indicadores favoráveis, os números disponíveis ainda não permitem afirmar que Mato Grosso do Sul manteve a expansão em setembro, mês em que a indústria nacional voltou a recuar.
Novos dados de MS serão divulgados em novembro
O levantamento nacional apresentado nesta quinta-feira não inclui os resultados regionais de setembro. A divulgação dos indicadores estaduais está prevista para 11 de novembro, quando será possível avaliar se Mato Grosso do Sul conseguiu preservar o crescimento diante da retração observada no restante do País.
No acumulado de janeiro a setembro, a indústria brasileira ainda registra crescimento de 0,4%, embora em ritmo inferior ao observado anteriormente. Considerando os últimos 12 meses, a expansão é de apenas 0,2%.
Os próximos resultados serão importantes para acompanhar o comportamento de setores como alimentos, biocombustíveis, mineração e celulose, que têm peso significativo na economia de Mato Grosso do Sul.
A evolução da atividade industrial também influencia a demanda por matérias-primas, os investimentos das empresas e as perspectivas de geração de empregos no Estado.











