
Após 26 anos de negociações, representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinam, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial para integrar um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, 450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul.
A assinatura ocorrerá em Assunção, no Teatro José Asunción Flores, sede do Banco Central do Paraguai, a partir das 12h15 (horário de Brasília). O local é simbólico: ali foi assinado, em 1991, o Tratado de Assunção, marco inicial do Mercosul.
Lideranças presentes
O evento reunirá chefes de Estado e autoridades dos países-membros, incluindo:
Javier Milei (Argentina);
Rodrigo Paz (Bolívia);
Santiago Peña (Paraguai);
Yamandú Orsi (Uruguai);
Ursula von der Leyen (UE);
António Costa (UE).
Por agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira. Na véspera (16), Lula recebeu von der Leyen e Costa no Rio de Janeiro, onde trataram da implementação do acordo e de temas da agenda internacional.
O que muda com a assinatura
A assinatura encerra a fase técnica e política iniciada em 1999 e dá início aos trâmites de ratificação. O texto prevê a eliminação gradual de tarifas para mais de 90% do comércio bilateral, abrangendo bens industriais (máquinas, automóveis, equipamentos) e produtos agrícolas.
A entrada em vigor depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos nacionais do Mercosul. A implementação será gradual ao longo dos próximos anos. A expectativa do governo brasileiro é de vigência no segundo semestre, conforme afirmou o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
