No mesmo dia, quatro douradenses foram vítimas de diferentes modalidades de estelionato; prejuízos somam milhares de reais e alertam para novos métodos usados pelos criminosos.
Por: Jornal Ms Agora

Pelo menos quatro pessoas registraram boletins de ocorrência no dia 1º de julho em Dourados após serem enganadas por estelionatários. Os casos envolvem desde fraudes digitais até o uso indevido de dados pessoais por parentes próximos. A Polícia Civil investiga os episódios.
Engenharia social usando nome da operadora
Uma jovem de 22 anos, funcionária de uma loja de celulares no centro da cidade, foi enganada por um golpista que se passou por colega da operadora onde trabalha. Por mensagens de aplicativo, o criminoso solicitou o token de acesso da vítima, que, por semelhança com atendimentos reais, acabou fornecendo. Após notar inconsistências, ela alertou o gerente e descobriu que se tratava de uma tentativa criminosa.
Anúncio falso e intermediação fraudulenta no Facebook
Um homem de 26 anos anunciou sua moto por R$ 4 mil nas redes sociais, mas teve o anúncio usado por um golpista que fingiu ser seu tio. O mesmo veículo foi revendido virtualmente por R$ 1.800 a outro comprador, que acreditava estar negociando com o verdadeiro proprietário. Após o golpe, vítima e comprador fizeram acordo: a moto permanece com o dono original, que devolverá parte do valor ao prejudicado.
Sobrinho aplica golpe bancário no próprio tio
No Parque das Nações II, um homem de 55 anos descobriu que o próprio sobrinho utilizou seus dados para adquirir uma moto de R$ 20.800 e abrir uma conta bancária. O autor, que ajudava a vítima com questões tecnológicas, também contraiu empréstimos em nome do tio, gerando prejuízo de cerca de R$ 7 mil. A fraude veio à tona após cobranças feitas por instituições financeiras.
Falso advogado engana mulher de 62 anos
No Jardim Independência, uma mulher foi abordada por alguém que se passou por seu advogado, alegando que ela havia vencido uma ação judicial. O suposto profissional solicitou os dados bancários para o “depósito da causa”, mas, em vez disso, retirou R$ 18.111 da conta da vítima. O número utilizado pelo golpista está sob apuração.
Criminosos estão cada vez mais sofisticados. Desconfie de pedidos por mensagens, evite repassar códigos e confirme informações diretamente com os envolvidos por canais oficiais. Em caso de suspeita, procure a Polícia Civil.
Fonte: Leandro Holsbach/ jornal Alerta Dourados
