Por: Jornal Ms Agora

Em um depoimento marcado pela frieza e total ausência de remorso, o homem preso pelo assassinato brutal de uma mulher e de uma criança confessou o crime nesta terça-feira (27). Os corpos carbonizados das vítimas foram encontrados em um terreno baldio no bairro Indubrasil, na madrugada do mesmo dia.
Durante o interrogatório, o suspeito admitiu ter matado a companheira e a filha, alegando estar cansado do relacionamento e, principalmente, por não querer pagar pensão alimentícia. “Cansei, sinceramente cansei do relacionamento e não queria pagar pensão”, declarou, de forma direta.
Questionado pelos investigadores sobre o assassinato da própria filha, ele negou que o motivo tenha sido exclusivamente financeiro, mencionando supostas “influências”. Ao ser pressionado, citou uma colega de trabalho, mas afirmou que ela não teria pedido a morte da criança. “Foi mais por causa de influências mesmo”, disse, sem dar detalhes claros sobre o papel dessa mulher na decisão.
O tom do depoimento impressionou os policiais pela falta de emoção, mesmo ao se referir à filha, uma criança de apenas um a dois anos de idade. A crueldade do crime, a tentativa de ocultação por meio do fogo e a justificativa apresentada chocaram a equipe de investigação e a opinião pública.
A polícia ainda aguarda a confirmação oficial da identidade das vítimas, que tiveram os corpos completamente carbonizados. A mulher teria cerca de 30 anos e a criança seria sua filha.
Em um depoimento marcado pela frieza e ausência de remorso, João Augusto Borges, suspeito do assassinato da companheira Vanessa Backes e da filha do casal, a bebê Sophie, de apenas 9 meses, detalhou como cometeu os crimes que chocaram Campo Grande (MS) e todo o país. A confissão foi prestada no dia 27 de maio, ao delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante cerca de 37 minutos.
João narrou, com riqueza de detalhes e insensibilidade extrema, o histórico do relacionamento com a vítima e os momentos que antecederam e sucederam o duplo homicídio. Segundo ele, o casal se conheceu por meio do aplicativo Tinder e, após dois meses de relacionamento, passaram a viver juntos. Ele descreve a relação como “conturbada”, com brigas constantes e discussões acaloradas.
Ao ser questionado sobre ciúmes, João afirmou não ser uma pessoa ciumenta, mas relatou incômodo apenas com o trabalho de Vanessa em uma plataforma de conteúdo adulto, a Privacy. Disse, entretanto, que não se incomodava com as roupas curtas da companheira ou com o fato dela sair sozinha.
Durante o depoimento, João tenta justificar o comportamento violento citando experiências traumáticas na infância. Disse que cresceu em um ambiente de violência doméstica provocada pelo irmão dependente químico, e que isso o teria tornado uma pessoa “raivosa”. Afirmou ter sofrido bullying e agressões físicas, mas negou ter sido vítima de violência sexual.
Ele alegou que o relacionamento com Vanessa era instável, com episódios de agressão por parte dela. Mostrou supostas marcas no rosto, que teriam sido resultado de tapas desferidos pela vítima pouco antes do crime. João afirmou que suportava essas situações por medo de perder o contato com a filha, já que, segundo ele, Vanessa o ameaçava com alienação parental e dizia que “sumiria” com a criança.
Fonte: aonca.com.br
