
Autônomos que trabalham no CPF devem sentir uma pressão crescente pela emissão de nota fiscal já a partir de 1º de janeiro de 2026. O trabalho informal tende a enfrentar uma mudança prática importante: emitir nota fiscal deixa de ser exceção e passa a ser rotina para quem presta serviços ou vende de forma recorrente.
Esse movimento ocorre porque o Brasil avança na padronização de documentos fiscais eletrônicos, dentro do pacote de mudanças da Reforma Tributária, com maior integração entre sistemas e mais rastreabilidade das operações.
Hoje, muitos profissionais ainda atuam sem nota, principalmente em atendimentos a pessoas físicas. Com a nova fase, cresce a expectativa de cobrança explícita pelo documento fiscal, sobretudo quando o cliente é empresa (CNPJ), mas também em vendas e serviços para CPF, conforme as regras e a implementação dos sistemas pelos órgãos responsáveis.
Além da nota fiscal, outro ponto passa a exigir atenção redobrada: organização financeira e tributária.
Quem trabalha como pessoa física precisa ter cuidado com origem dos valores recebidos, registro correto dos rendimentos e justificativa da movimentação financeira
Dependendo do tipo de recebimento, pode haver apuração mensal, como no Carnê-Leão (quando aplicável), além da declaração anual do Imposto de Renda.
Ou seja, não é mais apenas “receber e pronto” — é receber, registrar, comprovar e declarar.
Vale a pena virar MEI?
Diante desse cenário, muitos profissionais se perguntam: não vale mais a pena virar MEI?
Em vários casos, o Microempreendedor Individual (MEI) facilita a emissão de nota fiscal, organiza o trabalho com CNPJ e garante contribuição ao INSS com custo mensal reduzido.
Mas não é solução universal, a decisão depende da atividade exercida, do faturamento anual e do modelo de negócio.
Empreendedorismo em pauta
Rondônia realiza Fórum Estadual para conectar empreendedores e investidores
O Fórum Estadual de Empreendedores e Investidores de Rondônia será realizado nos dias 17 e 18 de dezembro, em Porto Velho, reunindo empreendedores, investidores, MEIs e pequenos e médios empresários, tanto urbanos quanto rurais.
A iniciativa é organizada pelo Instituto Kadosh de Desenvolvimento da Amazônia, em parceria com a Sedec (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico).
