
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul alerta sobre uma nova modalidade de golpe em que criminosos estão se passando por defensoras e defensores públicos para obter dados pessoais e bancários de assistidas e assistidos.
Segundo a instituição, os golpistas entram em contato com as vítimas, geralmente por telefone ou aplicativos de mensagem, solicitando informações financeiras para posteriormente realizar empréstimos em nome das pessoas atendidas pela Defensoria.
Há também relatos de pedidos de depósito em dinheiro para adiantamento de recebimento de valores ou para encerramento de processos.
A orientação é que a população redobre os cuidados ao fornecer dados pessoais, especialmente dados bancários, a números desconhecidos ou que não tenham sido utilizados no início de seu atendimento.
Em caso de dúvida sobre a veracidade do contato, a recomendação é procurar presencialmente a unidade física da Defensoria Pública mais próxima em sua cidade.
Em meio ao aumento de golpes semelhantes em todo o país, uma reportagem exibida no Jornal Nacional revelou que golpistas têm se passado por defensoras e defensores em cinco regiões brasileiras.
Diante disso, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul reforça que nenhum atendimento jurídico prestado pela instituição é cobrado, pois o serviço é totalmente gratuito para as pessoas que têm direito à assistência jurídica.
De acordo com a Defensoria Pública, os golpistas entram em contato com familiares ou partes envolvidas em processos judiciais informando, de forma fraudulenta, que determinada ação teria sido concluída e que haveria valores disponíveis para saque. Durante a conversa, os criminosos solicitam dados pessoais e bancários e induzem a vítima a realizar depósitos ou transferências via Pix, sob o pretexto de “validar o aplicativo bancário” ou liberar o suposto pagamento.
Um dos episódios relatados envolve uma mulher que recebeu mensagens informando que um processo movido contra uma concessionária de energia elétrica teria sido finalizado, com a suposta liberação de R$ 8.071,93. Ao longo da conversa, o estelionatário pediu informações pessoais e convenceu a vítima a realizar uma transferência via Pix de aproximadamente R$ 1,3 mil, alegando que o procedimento seria necessário para validar o aplicativo bancário e possibilitar o recebimento do valor informado.
Diante da situação, a Defensoria Pública reforça que não solicita depósitos, transferências ou qualquer tipo de pagamento para a liberação de valores decorrentes de decisões judiciais. O órgão ressalta ainda que toda comunicação relacionada a processos deve ser confirmada diretamente com a instituição ou com o advogado responsável pela causa.
Orientações à população
Para evitar prejuízos, a Defensoria recomenda que, diante de mensagens ou ligações suspeitas:
não sejam fornecidos dados pessoais ou bancários;
não sejam realizados depósitos ou transferências solicitados por telefone ou aplicativos de mensagens;
a veracidade das informações seja confirmada diretamente junto à Defensoria Pública;
em caso de suspeita de golpe, seja registrado boletim de ocorrência.
O alerta tem como objetivo prevenir novos casos desse tipo de fraude, que vem sendo registrado em diferentes regiões do país e, muitas vezes, utiliza informações reais de processos judiciais para conferir aparência de legitimidade à ação criminosa.
Caso alguém seja vítima da fraude, a orientação é procurar imediatamente a Polícia Civil em Caarapó para registrar a ocorrência e adotar as providências legais cabíveis.
Informações: Defensoria Pública de MS – Guilherme Henri












