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Em dois meses, preço do litro da gasolina fica R$ 0,87 mais caro na capital

Litro da gasolina custava em média, R$ 5,53 em postos da Capital. Atualmente, o preço médio é de R$ 6,40

Encher o tanque com gasolina ficou muito mais caro nos últimos dois meses em Campo Grande, reflexo no aumento generalizado no preço dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio. O litro da gasolina ficou R$ 0,87 mais caro nos postos de Campo Grande, entre fevereiro e abril.

Antes do início da guerra do presidente Donald Trump, o litro da gasolina custava em média, R$ 5,53 em postos da Capital. Atualmente, o preço médio é de R$ 6,40, mas há postos vendendo o combustível ainda mais caro.

Resultado é que pra encher o tanque de um carro população, o consumidor precisa gastar R$ 44 a mais, a considerar 50 litros. Se antes da guerra, era possível encher o tanque com R$ 276, agora é preciso desembolsar R$ 320.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em Corumbá o preço do litro de gasolina custa em média R$ 7,19, o mais caro do Estado. Em Dourados o litro sai a R$ 6,75, em Ponta Porã R$ 6,68 e em Três Lagoas R$ 6,76.

Até o etanol ficou mais caro, mesmo sendo produzido nas usinas de cana de açúcar e longe dos poços de petróleo no Oriente Médio. O preço médio do combustível no início do ano era de R$ 3,78, atualmente o litro custa em média R$ 4,32 em Campo Grande.

Redução impossível

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou o valor do barril do petróleo no mercado internacional. O produto tem oscilado acima de US$ 100. Após superar US$ 120, o preço caiu após Trump anunciar trégua no conflito.

Acontece que mesmo com esforços estaduais e federais para conter o preço dos combustíveis, o consumidor continua pagando cada vez mais caro. Ninguém assume porque o preço não baixa na bomba apesar do subsídio alto dado pelos governos e que zera a cobrança de ICMS, Pis e Cofins sobre o combustível.

Enquanto a conta não fecha, o preço segue impactando a vida do trabalhador e de toda a cadeia de transporte, com frete e até alimentos mais caros.

O Jornal MS Agora quer saber: E você? Já sentiu o aumento pesar no bolso?

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