
Uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil, a Atvos, recebe nesta quarta-feira (10) a Licença de Instalação para seu primeiro projeto voltado à produção de etanol de milho, empreendimento que será implantado em Nova Alvorada do Sul e promete gerar cerca de 2 mil empregos durante a fase de construção.
A licença será entregue durante cerimônia na Governadoria, em Campo Grande, marcando o início de uma nova etapa de expansão da companhia e reforçando o papel estratégico do Estado na transição energética brasileira.
O projeto prevê a ampliação da Unidade Santa Luzia, já operada pela empresa, integrando pela primeira vez a produção de etanol de milho às atividades já existentes de cana-de-açúcar. A proposta permitirá que a unidade mantenha produção contínua ao longo de todo o ano, aumentando a eficiência operacional, otimizando ativos e ampliando a competitividade da companhia no mercado de biocombustíveis.
Quando estiver em operação, a planta terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A expectativa é produzir anualmente 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG, coproduto de alto valor proteico utilizado na nutrição animal e 13 mil toneladas de óleo de milho.
O investimento representa um importante movimento de diversificação da Atvos, que passa a incorporar o milho como uma nova frente estratégica de crescimento. A iniciativa se soma às operações já desenvolvidas com cana-de-açúcar e aos projetos ligados ao biometano, ampliando a participação da empresa em diferentes rotas de energia renovável.
Mais do que ampliar a produção, o empreendimento aposta em um modelo sustentável de aproveitamento de recursos. A integração entre as culturas de cana e milho segue uma lógica de economia circular, em que subprodutos são reaproveitados dentro do próprio sistema produtivo. Um dos exemplos é a utilização da energia gerada a partir do bagaço da cana para abastecer a produção de etanol de milho, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência energética da operação.
Além do impacto industrial, o projeto deve movimentar significativamente a economia regional. A previsão de geração de aproximadamente 2 mil empregos durante as obras deve impulsionar diversos segmentos da cadeia produtiva, desde a construção civil até os setores de comércio e serviços.
O anúncio também reforça a relevância de Mato Grosso do Sul no cenário nacional da bioenergia. Nos últimos anos, o Estado tem atraído investimentos expressivos em combustíveis renováveis, beneficiado pela forte produção agrícola, disponibilidade de matéria-prima e políticas de incentivo à instalação de novos empreendimentos.
Para o CEO da Atvos, Bruno Serapião, o investimento está alinhado à estratégia de longo prazo da companhia e fortalece sua atuação como uma plataforma integrada de biocombustíveis.
“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirmou.
Considerado uma das principais alternativas para a mobilidade sustentável, o etanol ganha cada vez mais relevância no cenário global por apresentar menor pegada de carbono e potencial para contribuir com a descarbonização de setores como o transporte rodoviário, marítimo e até a aviação.
Com o novo empreendimento, a Atvos reforça sua presença no mercado de energias renováveis e amplia a participação de Mato Grosso do Sul em uma das agendas mais estratégicas da economia mundial: a construção de uma matriz energética mais limpa, diversificada e sustentável.











