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Prefeita de Campo Grande é alvo de operação da PF por suspeita de compra de votos em 2024

A prefeita de Campo GrandeAdriane Lopes (PP), afirmou que recebeu com surpresa, mas também com tranquilidade, a notícia sobre a deflagração da Operação Suffragium, realizada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 19 de junho. A ação apura suspeitas de compra de votos nas eleições municipais de 2024 para a Prefeitura da Capital.

Em nota, Adriane Lopes destacou que o assunto relacionado ao objeto da investigação já foi analisado pelo Judiciário. Segundo a prefeita, sua defesa obteve decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias em Mato Grosso do Sul e também parecer favorável do procurador-geral em Brasília.

A chefe do Executivo municipal também afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal não envolvem órgãos da Prefeitura nem têm relação com atos da atual administração. “Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal nem guardam relação com atos da atual gestão”, declarou.

A prefeita disse ainda que permanece à disposição das instituições e dos órgãos competentes para eventuais esclarecimentos. Segundo ela, há confiança de que a apuração confirmará o que já teria sido reconhecido em decisões anteriores. “Com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas”, afirmou.

Operação Suffragium foi deflagrada para aprofundar investigação sobre um possível esquema de compra de votos durante a eleição municipal de 2024 em Campo Grande. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços residenciais e comerciais localizados em Campo Grande e Taquarussu. Os nomes dos alvos não foram divulgados porque a investigação tramita sob sigilo.

De acordo com a Polícia Federal, a apuração identificou indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas em datas próximas aos turnos eleitorais. Entre os elementos investigados estão saques em espécietransferências fracionadas via Pix e uso de contas de terceiros para circulação e possível distribuição de valores.

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A suspeita é de que parte desses recursos tenha sido destinada à compra de votos. Em tese, as condutas investigadas podem configurar os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois.

As investigações continuam em andamento. Como o caso está sob sigilo, a Polícia Federal não informou detalhes sobre os investigados nem sobre o material apreendido durante as diligências.

Confira a nota da prefeita na íntegra:

“A prefeita Adriane Lopes recebeu com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, uma vez que o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.

Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal nem guardam relação com atos da atual gestão.

A prefeita reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas.

A Administração Municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.”

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