Uma bebê de 28 dias desapareceu em Campo Grande após a mãe, uma adolescente de 17 anos, relatar à Polícia Militar que foi coagida a entregar a filha sob ameaça. O caso foi registrado inicalmente como sequestro ou cárcere privado e encaminhado à Polícia Civil, que investiga o paradeiro da criança.
Conforme o boletim de ocorrência, a adolescente contou que conheceu uma mulher chamada Carol em um grupo de WhatsApp voltado à venda de roupas de bebê. A mulher teria oferecido R$ 100 para que ela cuidasse da filha e, por isso, a jovem foi até uma residência no Bairro Universitário acompanhada da irmã, de 12 anos.
Segundo o relato registrado no BO, as duas foram recebidas pela mulher no endereço. A adolescente afirmou que tomou água oferecida por Carol, mas disse aos policiais que não dormiu. A irmã teria dormido até as 20h.
Ainda conforme o registro, a mãe da bebê teria sido coagida a entregar a filha, sob a ameaça de que ela e a irmã seriam jogadas em um buraco caso não obedecesse.
A adolescente também relatou que havia cerca de dez homens no imóvel, além da mulher que teria feito a proposta de trabalho. Ela disse que foi libertada por volta da 1h desta sexta-feira (7), em um endereço próximo que não soube indicar com precisão. O celular da mãe teria sido levado.
Após ouvir as irmãs, a equipe policial realizou diligências no endereço indicado e em ruas próximas. No entanto, segundo o boletim, as adolescentes não reconheceram os locais como sendo o imóvel onde teriam permanecido.
O registro policial afirma ainda que, naquele momento, não havia provas dos relatos, além do desaparecimento da bebê. Por se tratarem de adolescentes, elas foram encaminhadas com a mãe à Depac Cepol para prestar mais informações e evitar a revitimização.
A partir daí, a Polícia Civil ficou responsável pela investigação. A recém-nascida ainda não foi localizada. O boletim registra que a mãe relatou ter sido obrigada a entregar a criança, mas não confirma quem teria recebido a bebê nem o que aconteceu depois.
Uma versão divulgada inicialmente pela família apontava que a adolescente teria sido dopada antes de ser mantida presa. Essa informação não é confirmada pelo boletim de ocorrência. No documento, a jovem afirma que tomou água, mas declarou que não dormiu.
Também circulou a informação de que a bebê teria sido entregue para quitar uma suposta dívida relacionada ao pai. Essa hipótese não consta no boletim como fato confirmado.
A Polícia Civil investiga o caso, busca localizar a criança e apura as circunstâncias do desaparecimento.
Com informações do jornal O Estado Online











