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Casos de sarampo na fronteira ligam alerta em MS e expõem risco de retorno da doença erradicada no Brasil

Autoridades intensificam vigilância e reforçam vacinação para impedir avanço do vírus

Por: Tiago Pires

A confirmação de novos casos de sarampo no Paraguai e na Bolívia colocou em alerta o sistema de saúde de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira direta com esses países. Embora o Estado não registre ocorrências confirmadas em 2025, há notificações suspeitas em análise, o que acendeu um sinal de preocupação entre autoridades e especialistas.

Erradicado do Brasil em 2016, o vírus voltou a circular em alguns estados a partir de 2018, justamente pela queda nas taxas de vacinação. Agora, o avanço da doença nos países vizinhos aumenta o risco de reintrodução no território sul-mato-grossense, especialmente em cidades fronteiriças, onde o fluxo de pessoas é intenso e o controle epidemiológico exige resposta rápida.

Ações preventivas

Para conter a ameaça, equipes de saúde em MS têm realizado bloqueios vacinais, intensificado a vigilância epidemiológica e mobilizado campanhas de imunização. O “Dia D de Vacinação contra o Sarampo”, realizado em setembro, foi uma das medidas para tentar recuperar a cobertura vacinal, considerada insuficiente em algumas regiões do Estado.

A vacina tríplice viral — que também protege contra caxumba e rubéola — está disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Crianças, adolescentes e adultos que ainda não completaram o esquema devem se vacinar.

Doença altamente contagiosa

O sarampo não é uma enfermidade simples. Além de febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos, a doença pode gerar complicações graves como pneumonia, encefalite e até levar à morte, principalmente em crianças menores de cinco anos.

A transmissão é considerada uma das mais rápidas entre os vírus respiratórios: um único infectado pode contaminar dezenas de pessoas, sobretudo em locais fechados e com baixa cobertura vacinal. O período de maior risco de transmissão dura de cinco a seis dias, mas o vírus pode se espalhar de forma silenciosa antes mesmo do aparecimento das manchas.

Alerta das autoridades

Especialistas reforçam que a vacinação em massa é a única forma eficaz de impedir novos surtos. “Cada queda na cobertura vacinal representa uma porta aberta para a volta da doença”, destacam epidemiologistas.

Em um Estado de fronteira, onde a circulação de pessoas é constante, o desafio é ainda maior. O recado das autoridades é direto: quem não está vacinado coloca a si mesmo e a comunidade em risco.

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