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Com tanto buraco e desrespeito, pedalar em ciclovia é mais perigoso que na rua, dizem ciclistas

Falta de iluminação, lixo, pedestres, desníveis e buracos são apenas um dos desafios que dificultam a pedalada

Por: Felipe Dias

Reprodução/Unidos pela Bike

Pedalar em Campo Grande, longe de ser um hábito seguro ou prazeroso, tem se tornado um exercício de resiliência para quem depende da bicicleta no dia a dia. Entre buracos, grades caídas e a disputa constante de espaço com pedestres, muitos ciclistas afirmam que andar nas ciclovias da capital é, em muitos casos, mais perigoso do que seguir no fluxo dos carros.

“Andar em ciclovia eu acho mais perigoso do que andar no trânsito pela faixa da direita. Já sofri vários acidentes em ciclovias e já atropelei pessoas desatentas viajando na maionese em ciclovias, então aderi a seguir o fluxo do trânsito, bem mais seguro”, relatou um internauta.

A página Unidos pela Bike publicou um vídeo denunciando o estado precário das ciclovias na cidade. As imagens gravadas pelo ciclista Léco Ribas, na Orla Morena e na Orla Ferroviária, mostram trechos em que as grades de proteção desapareceram ou foram danificadas, deixando estruturas metálicas expostas que podem causar cortes graves.

Em outros pontos, o pavimento já não existe ou está solto, formando desníveis e buracos que dificultam a pedalada. No fim da Avenida Ernesto Geisel, no Jardim Presidente, o problema é ainda mais grave: guard rails quebrados criam pontas cortantes na beira da ciclovia.

Já na Avenida Nelly Martins, raízes de árvores aliado a falta de iluminação criam lombadas que causam tombos frequentes. Relatos de ciclistas mostram que o descaso tem causado acidentes e forçado muitos a abandonar a estrutura cicloviária.

“Nesse lugar aí uma amiga nossa do pedal perdeu a direção da bicicleta e bateu no outro amigo, que também acidentou e teve até perda de dente… Precisamos de ajuda. Alguns ciclistas são por hobby, outros usam a bicicleta para ir trabalhar, correr atrás do pão de cada dia. Dá uma atenção para nós, ciclistas”, pediu um usuário.

Outro relatou a dificuldade de compartilhar espaço em áreas movimentadas. “Sou ciclista e fujo de ciclovias. Há alguns meses pedalei no Parque dos Poderes e lá tinha pedestres caminhando, atletas correndo, gente passeando com cachorro, pais empurrando carrinho de bebê, jovem sentado em cadeira de praia. Um verdadeiro caos!”.

As queixas também chegam da Avenida Gury Marques, onde a ciclovia apresenta buracos. “Passei por lá com a luz fraca, estava quase sem bateria, não vi o buraco e levei um baita tombo. Entortou até meu selim”, relatou um internauta.

A onda de denúncias reforça a cobrança antiga de quem pedala por esporte, lazer ou necessidade: mais investimentos na conservação da infraestrutura cicloviária. “Pessoal que vai sentido UCDB pela ciclovia da Avenida Heráclito Diniz de Figueiredo muitas vezes tem que andar na rua porque não tem condição em andar na ciclovia”, reclamou outro ciclista.

Pressão por mudanças

As críticas surgem poucos dias depois de a prefeitura anunciar a construção de uma nova ciclovia de 4,79 km na Avenida Nosso Senhor do Bonfim, no Parque Novos Estados, ao custo de R$ 1,6 milhão. O investimento gerou questionamentos sobre a prioridade em expandir sem garantir manutenção adequada das rotas já existentes.

“Como posso promover novas ciclovias se as que já existem estão em más condições? É preciso coerência: inaugurar novas estruturas e, ao mesmo tempo, manter as antigas em bom estado”, afirmou Léco.

Segundo dados oficiais, Campo Grande conta hoje com aproximadamente 128 km de ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas e ciclorrotas. O planejamento prevê mais 18,62 km de novas rotas, mas apenas 10 km de requalificação da estrutura já existente, menos de 10% do total.

Na tentativa de avançar nas soluções, a Câmara Municipal marcou para o dia 20 de outubro a Audiência Pública da Bicicleta, que deve reunir ciclistas, autoridades e especialistas para discutir medidas de segurança e manutenção.

Fonte: Topmídianews

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