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José Antonio Kast vence eleição no Chile e marca retorno da direita ao poder

Kast foi eleito para um mandato de quatro anos com 58,17% dos votos (Foto: Divulgação)

José Antonio Kast, candidato da oposição e líder do Partido Republicano, venceu o segundo turno das eleições presidenciais do Chile realizado no último domingo e garantiu o retorno da direita ao poder após quatro anos de governo da esquerda, liderado pelo presidente Gabriel Boric. Kast foi eleito para um mandato de quatro anos com 58,17% dos votos, contra 41,83% da candidata de esquerda Jeannette Jara, após a apuração de mais de 99,6% das urnas pelo Serviço Eleitoral chileno.

Cerca de 15,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar no segundo turno, que colocou em disputa a continuidade da centro-esquerda no governo ou uma mudança de rumo com uma guinada conservadora. O resultado confirmou uma vitória ampla de Kast em praticamente todas as regiões do país.

Discurso e promessas

Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Kast afirmou que o “respeito” será o princípio central de sua gestão e prometeu promover mudanças estruturais no país. “É um dia de alegria. Vamos fazer as coisas direito nestes próximos quatro anos”, declarou a apoiadores reunidos em Santiago. O presidente eleito também pediu união nacional e defendeu um governo baseado no diálogo.

Durante o pronunciamento, Kast agradeceu à família, mencionou os filhos, netos e pais, fez referência à fé religiosa e destacou a presença da esposa, María Pía Adriasola, que o acompanhou no palco. Ele reiterou compromissos assumidos durante a campanha, como o endurecimento no combate ao crime organizado e medidas mais rigorosas contra a imigração irregular.

“O Chile quer mudança, e o Chile vai ter uma mudança real”, afirmou. Kast disse ainda reconhecer divergências com a oposição, mas defendeu a convivência democrática. “Um governo não se constrói apenas com apoiadores; a oposição é importante”, declarou.

Reação de Boric e transição

O atual presidente do Chile, Gabriel Boric, foi o primeiro a reconhecer a vitória do adversário. Em telefonema a Kast, Boric afirmou que o resultado foi uma “vitória clara” e ressaltou a responsabilidade do cargo. “É uma grande responsabilidade que deve ser encarada com muita cautela, humildade e trabalho”, disse.

Kast agradeceu e afirmou esperar uma transição “ordeira e respeitosa”. Ele também manifestou interesse em ouvir Boric após a posse, marcada para 11 de março, sobre a situação do país.

Repercussão internacional

A vitória de Kast repercutiu rapidamente fora do Chile. O primeiro presidente latino-americano a parabenizá-lo foi Javier Milei, da Argentina, que destacou o processo democrático chileno e afirmou esperar cooperação entre os dois países.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também se manifestou, afirmando que, sob a liderança de Kast, o Chile avançará em prioridades comuns, como segurança pública, controle da imigração ilegal e fortalecimento das relações comerciais. Presidentes do Equador, Daniel Noboa, e do Paraguai, Santiago Peña, igualmente enviaram mensagens de congratulações, assim como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Kast mantém proximidade ideológica com líderes conservadores como Milei, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Derrota da esquerda

Após reconhecer a derrota, Jeannette Jara telefonou para Kast e lhe desejou sucesso. Em discurso a apoiadores reunidos na Praça San Francisco, em Santiago, afirmou que “é na derrota que mais aprendemos” e declarou que a esquerda passa a exercer o papel de oposição. “Não queremos um país dividido”, disse.

Jara foi a primeira comunista a liderar uma chapa única reunindo todos os setores da esquerda e da centro-esquerda chilena, o que gerou resistência em parte do eleitorado.

Contexto da eleição

Kast disputou a presidência pela terceira vez. Em 2021, ele quase venceu, mas acabou derrotado por Boric no segundo turno, em meio a críticas às suas posições consideradas extremistas, como a oposição ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a visão controversa sobre a ditadura de Augusto Pinochet.

Nesta eleição, o candidato optou por reduzir a ênfase nesses temas e concentrou a campanha em um discurso de “governo de emergência”, focado no combate à violência e à imigração irregular — apontadas como as principais preocupações da população. Entre as propostas, defendeu deportações em massa de imigrantes em situação irregular.

Para o analista político Gilberto Aranda, da Universidade do Chile, a vitória de Kast reflete um ambiente de insatisfação social. “Há uma combinação entre o medo da população, o desgaste do atual governo e a rejeição a uma candidatura comunista. Kast soube explorar o tema da segurança e da imigração”, avaliou.

Com informações da Associated Press.

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