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Governo firma parceria para aprimorar o crescimento de eucalipto em MS

O Governo de Mato Grosso do Sul firmou, na última semana, um acordo para desenvolver bioinsumos voltados ao setor florestal.

A parceria, que envolve a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a startup Pantabio, é voltado para pesquisa, desenvolvimento e inovação tem como objtivo criar soluções biológicas para melhorar o crescimento das mudas de eucalipto no Estado. 

A ideia é aumentar a produtividade das florestas plantadas e reduzir os efeitos das mudanças climáticas, como o calor excessivo e a falta de chuva. 

A Pantabio, que nasceu dentro da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Aquidauana, trabalha com bioinsumos produzidos a partir do fungo Trichoderma. Esse microorganismo ajuda no desenvolvimento das plantas e reduz a necessidade de produtos químicos. 

A empresa foi criada pelos pesquisadores Tiago Calves e Mércia Celoto. O diferencial da tecnologia, segundo eles, é que o fundo utilizado foi isolado no Pantanal, um ambiente com condições climáticas extremas. Isso faz com que o produto seja mais resistente ao calor e à seca. 

O Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que formaliza a cooperação técnica e científica para execução do projeto ‘Biológico para implantação de mudas de eucalipto validação de protocolos de aplicação e testes de eficácia’, prevê pesquisa aplicada, transferência de recursos, gestão administrativa e execução conjunta do plano de trabalho.

Na prática, a parceria conecta universidade e empresa para desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis destinadas à implantação de mudas de eucalipto, ampliando a produtividade e reduzindo riscos climáticos nas florestas plantadas.

O secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, explicou que o acordo faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer o ambiente de inovação no Estado. 

‘Queremos que esse fluxo se torne orgânico. A empresa procura a universidade, estrutura a parceria e encontra, na Fundect e nos instrumentos de fomento do Estado, o apoiio necessário para transformar pesquisa em solução tecnológica’, afirmou.

Para o pesquisador Tiago Calves, da Pantabio, o projeto mostra como a ciência pode retornar para a sociedade e para o produtor rural.

‘Estamos falando de tecnologia com DNA do Pantanal, preparada para enfrentar estresse térmico e hídrico. O nosso foco é simples: como essa inovação resolve problemas reais do campo, aumenta a produtividade e reduz perdas’, destacou. 

O professor doutor Jean Marcel de Sousa Lira, da UFV,  lembrou que a universidade foi pioneira na interação com a iniciativa privada por meio da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), há mais de cinco décadas, modelo que segue ativo e facilita parcerias como a firmada em Mato Grosso do Sul, inclusive com empresas como MS Florestal, Arauco e Suzano.

‘Contribuir com a validação de uma tecnologia já aprovada na agricultura e apoiá-la na transição para o setor florestal reforça o papel complementar das instituições e amplia os benefícios ao longo de toda a cadeia produtiva, da proteção de mudas em viveiro e em campo à redução de prejuízos e ganhos de eficiência’.

A parceria da Pantabio e UFV tem integração com grandes players do setor, como Arauco e Bracell (por meio da MS Florestal), que participam do processo de validação e conexão com o ambiente produtivo, reforçando a articulação entre pesquisa, indústria e mercado.

A aproximação com empresas consolidadas amplia a escala e a aplicabilidade dos bioinsumos desenvolvidos, inserindo a inovação sul-mato-grossense em cadeias globais de celulose e fibras.

‘O que desenvolvemos aqui, permanece aqui. Nosso objetivo é encurtar caminhos, transferir experiência e apoiar o crescimento do setor florestar em um dos principais polos do país’, afirmou a representante da Embrapii, Jaqueline Nascimento. 

Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, afirmou que o projeto representa um avanço importante para o Estado.

‘Estamos demonstrando que Mato Grosso do Sul não é apenas um grande produtor de florestas plantadas, mas um território capaz de gerar tecnologia com identidade própria. Ao integrar startups, universidades, centros de excelência e empreas como Arauco e Bracell, criamos um ambiente colaborativo que transforma ciência em competitividade’. 

Com a assinatura do acordo, o governo espera aumentar a produtividade das florestas plantadas e fortalecer a imagem de Mato Grosso do Sul como um polo de inovação sustentável.

Correio do Estado / Karina Varjão

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