Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors
Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

Falta de mão de obra deixa cerca de 21 mil vagas sem preencher em MS

Foto: Reprodução Comunica na TV

Dados do Observatório do Trabalho da Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) apontam 46.849 oportunidades intermediadas em 2025, resultando em 25.774 trabalhadores colocados no mercado de trabalho.

Para se ter uma ideia, Mato Grosso do Sul terminou o último ano com cerca de 21 mil oportunidades que não se converteram em contratações, o esse cenário revela um problema retratado por muitos empresários: a falta de mão de obra qualificada.

Esse contexto afeta principalmente setores em expansão, como a construção civil, que segue abrindo vagas, mas enfrenta dificuldades para encontrar profissionais com o perfil exigido.

“É importante destacar que a diferença entre o número de vagas ofertadas e as colocações efetivadas não representa necessariamente vagas não preenchidas. Parte das oportunidades pode permanecer em processo de seleção, enquanto o status de outras vagas pode ter sido alterado pelos empregadores ao longo do processo de recrutamento”, explica o Observatório.

Ou seja, as aproximadamente 21 mil vagas que a conta sugere como não preenchidas podem ser, na prática, um número menor. Ainda assim, o descompasso entre a oferta e a contratação persiste, cenário que os setores produtivos classificam como crítico.

A indústria da construção é um dos segmentos que mais sente o impacto desse cenário. Só nos primeiros quatro meses deste ano, o setor gerou mais de 5.200 contratações formais em MS, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mas o Sinduscon-MS afirma que esse número poderia ser ainda maior. “O setor possui vagas abertas que, infelizmente, não consegue preencher por falta de mão de obra, especialmente a qualificada”, diz o sindicato, em nota. 

Para a entidade, uma das principais causas é a baixa renovação de profissionais. “A entrada de novos trabalhadores na área não acompanha a demanda crescente, enquanto muitos profissionais experientes deixam de atuar, seja por aposentadoria ou mudança de carreira, especialmente em função da idade”, aponta o Sinduscon-MS.

Como resposta, o sindicato tem investido em projetos de qualificação. O Sindicato Qualifica, em parceria com o Senai e a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), oferece cursos gratuitos tanto para quem quer ingressar no setor quanto para trabalhadores que já atuam nele.

Outro projeto, o Elas Constroem, em parceria com a CBIC e o Senai, foca na qualificação de mulheres para a construção civil.

Atualmente, três turmas estão em andamento e devem disponibilizar ao mercado, em agosto, profissionais formadas como pedreira, operadora de Bobcat e assentadora de revestimento cerâmico.

O sindicato ressalta ainda que o setor é “financeiramente atrativo, com um dos maiores salários médios de entrada em comparação a outras áreas da indústria no Estado”, além de oferecer benefícios e perspectiva de carreira.

Para o economista Eduardo Matos, o gargalo tem três origens distintas. A primeira é o salário, que segue abaixo do custo de vida no Estado, um problema agravado pelo fato de que alguns produtos chegam mais caros ao Estado por conta da logística.

Essa defasagem empurra parte dos trabalhadores para a informalidade, onde a remuneração pode ser semelhante, mas a flexibilidade de horário é maior.

“O salário baixo afasta o trabalhador, e muitos têm preferência por atuar na informalidade, em ocupações com flexibilidade maior. O rendimento é menor ou igual ao desses empregos formais, mas o trabalhador faz o próprio horário e não tem, de fato, um patrão”, explica.

O segundo fator é demográfico e histórico. Mato Grosso do Sul tem uma das menores densidades populacionais do País, com um território extenso e pouca gente para ocupá-lo, detalha o economista.

“Somos um estado pouco povoado, com uma extensão muito grande de território para pouca gente e uma riqueza natural muito grande. É natural que tenhamos uma produção elevada, mas o que impede de consolidar esse potencial é a ausência de fatores de produção, e o principal que nos falta é o recurso humano, o capital humano”, afirma.

Já o terceiro fator é o desencontro entre a qualificação disponível e o que o mercado de fato precisa. As vagas em aberto, em geral, exigem formação técnica ou tecnológica para funções operacionais, como operadores de máquinas industriais, de empilhadeiras ou de equipamentos agrícolas.

Assim, o que sobra no mercado são trabalhadores sem qualificação ou com cursos superiores em áreas com pouca demanda.

“É muito comum ver um jovem formado em administração, contabilidade ou turismo que não tem, por exemplo, um curso em elétrica industrial ou mecânica de máquinas e equipamentos. Há um desencontro entre a qualificação da mão de obra e a demanda do mercado que é um entrave muito visto aqui em Mato Grosso do Sul”, conclui.

Informações: Correio do Estado

Notícia anterior
Próxima notícia

Leia mais

Veja outras notícias que podem te interessar!

Terminou prazo para apresentadores que vão concorrer as eleições deixarem programas

Terminou prazo para apresentadores que vão concorrer as eleições deixarem programas

Apresentadores de televisão e de rádio que pretendem se candidatar às eleições gerais de outubro devem deixar seus programas nesta

Águas Guariroba começa a emitir nova conta de água e esgoto em julho

Águas Guariroba começa a emitir nova conta de água e esgoto em julho

Fatura atualizada terá QR Code para consulta da nota fiscal eletrônica, sem mudança em tarifas, impostos ou cálculo da cobrança

Trabalhadores informais e adimplentes do Fies terão direito a crédito com juros menores

Trabalhadores informais e adimplentes do Fies terão direito a crédito com juros menores

Foto ilustrativa O governo federal lançou nesta segunda-feira, 29 de junho, duas novas linhas de crédito voltadas a públicos que mantêm

Suprema Corte derruba decreto de Trump e mantém cidadania por nascimento nos EUA

Suprema Corte derruba decreto de Trump e mantém cidadania por nascimento nos EUA

Foto: Divulgação A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o decreto do presidente Donald Trump que tentava impedir o reconhecimento automático da cidadania americana

Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês

Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês

Foto: Paulo Ribas Na última sexta-feira, dia 26, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra

Na diretoria da FPA, Tereza Cristina alerta que Plano Safra tem redução de R$ 29 bilhões

Na diretoria da FPA, Tereza Cristina alerta que Plano Safra tem redução de R$ 29 bilhões

Tereza Cristina é vice-presidente da FPA. (Reprodução, FPA) Nesta terça-feira (30), a senadora Tereza Cristina (PP) compartilhou nota da FPA

Viu isso?

Veja as notícias que estão em alta.

Fique por dentro de tudo!

Inscreva-se em nossa newsletter.

Site desenvolvido por Bruno Wagner

Copyright © 2026 – Todos os direitos reservados