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Diesel não deve subir em MS com volta do PIS/Cofins

Foto: Divulgação

A volta da cobrança de PIS e Cofins sobre o óleo diesel não deve provocar aumento no preço do combustível em Mato Grosso do Sul. A avaliação é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul, que considera neutro o efeito da reoneração após a redução anunciada pela Petrobras para as distribuidoras.

A cobrança dos tributos federais voltou a valer no domingo (31). Até então, o diesel contava com isenção que representava cerca de R$ 0,32 por litro. Com o fim da desoneração, a tendência inicial era de repasse ao consumidor, mas esse impacto, segundo o setor, foi praticamente anulado pelo corte promovido pela estatal.

A partir de 1º de junho, a Petrobras reduziu em R$ 0,3515 por litro o preço de venda do diesel A para as distribuidoras. Com a mudança, o valor médio comercializado caiu de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.

Presidente do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto afirmou que a redução ocorreu na mesma proporção da volta dos impostos, o que impede, neste momento, uma elevação do preço final.

“Não será afetado porque a Petrobras reduziu o preço na mesma proporção’, afirmou.

De acordo com o sindicato, o alívio de R$ 0,35 por litro anunciado pela Petrobras supera levemente o impacto de R$ 0,32 por litro da retomada do PIS/Cofins. Na prática, o entendimento do setor é de que os dois movimentos se compensam.

“Os dois processos resultaram em efeito zero para os preços do diesel’, informou o sindicato.

A redução anunciada pela Petrobras integra a estratégia adotada após a reoneração dos combustíveis. Segundo a avaliação do setor, a medida neutraliza, por enquanto, os efeitos da volta da tributação federal para distribuidoras e consumidores.

Esse cenário, porém, tem prazo para durar. A previsão apresentada pelo Sinpetro-MS é de estabilidade até 31 de julho. Depois disso, o comportamento dos preços dependerá de novos movimentos do governo federal e também do mercado internacional de petróleo.

Segundo Lazarotto, uma eventual alta em agosto não está descartada caso não haja nova compensação tributária ou se o cenário externo pressionar os custos do combustível.

“Pode haver alta se não ocorrer outra subvenção do governo e depende ainda dos conflitos cessarem’, disse.

A avaliação do setor, portanto, é de que o consumidor sul-mato-grossense não deve sentir aumento imediato no diesel com a retomada dos tributos, mas o comportamento do mercado seguirá sob atenção nas próximas semanas.

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