
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal completa o nono dia nesta sexta-feira, dia 18 e deve continuar pelo menos atésegunda-feira (21), quando os trabalhadores votarão, em assembleias virtuais, a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. O resultado definirá se a categoria encerra ou mantém a paralisação.
O principal avanço apresentado pela Caixa envolve o Saúde Caixa, uma das questões centrais da negociação. A instituição propôs ampliar para 9% da folha de pagamento, a partir de 2027, o limite de sua participação no custeio do plano. Atualmente, o teto é de 6,5%. Na proposta anterior, apresentada em 10 de setembro, o banco havia oferecido 8%.
A negociação entre a Caixa e o Comando Nacional dos Bancários, com participação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), começou na noite de quarta-feira (16), em São Paulo, e avançou pela madrugada desta quinta-feira.
Saúde Caixa concentra negociações
Pela nova proposta, o plano continuará baseado no modelo solidário e no pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada conforme a idade dos beneficiários. Em 2026, não haverá reajuste das mensalidades e a Caixa assumirá o déficit do Saúde Caixa.
A partir de 2027, a contribuição do titular passará para 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, o valor previsto é de R$ 560.
Dependentes indiretos e filhos entre 21 e 24 anos terão mensalidade de R$ 660. Para filhos entre 24 e 27 anos e pais ou mães remanescentes, o valor será de R$ 900. O limite de contribuição do grupo familiar ficará em 9%.
A Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 o valor previsto para consultas em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação nos atendimentos realizados por telemedicina.
A proposta prevê ainda pelo menos um empregado dedicado ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional (Repes) e a formação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
Apesar das mudanças, a reivindicação dos trabalhadores continua sendo o restabelecimento da proporção de 70% das despesas custeadas pela Caixa e 30% pelos beneficiários, além do fim do teto de participação da instituição.
Paralisação começou em 10 de setembro
A greve nacional teve início em 10 de setembro, após empregados rejeitarem a proposta apresentada para renovação do acordo coletivo específico da Caixa. O Saúde Caixa esteve entre os principais motivos apontados pelas entidades sindicais para a rejeição.
Com a paralisação, serviços que dependem de atendimento presencial têm enfrentado dificuldades em diferentes regiões. Em Campo Grande, clientes também encontraram agências com atendimento afetado, especialmente em situações que não podem ser resolvidas integralmente pelos aplicativos e demais canais eletrônicos.
Operações digitais, pagamentos, transferências, Pix e parte dos serviços bancários continuam disponíveis por aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e canais alternativos. A paralisação também tem provocado atrasos em operações que exigem análise documental e atendimento presencial, como etapas de financiamentos imobiliários e liberações de crédito.
A decisão sobre os próximos passos da greve ficará para segunda-feira (21). Até lá, a paralisação continua, enquanto os empregados analisam os novos termos apresentados pela Caixa.











